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CULTURA E EVENTOS

FOCO NA LITERATURA COM GUSTAVO DOURADO – Seleta de poemas de Elias Dourado.

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Foto: arquivo pessoal Elias Dourado é mestre em filosofia, especializado em fenomenologia e em ontologias contemporâneas. Três vezes vencedor do Fundo de Apoio à Cultura do DF e autor do livro “Os tempos cerrados”. Colaborador do Jornal Alternativus da Academia Taguatinguense de Letras. Seleta de poemas: Lei Musical A música é um ritmo Que dá sentido à vida Só se caminha com ritmo Logo, só se caminha com música Mas pode-se objetar: Às vezes, vagamos Sem ritmo, sem direção Fora de compasso Se o coração bate sem ritmo Chamamos a isso de arritmia Sem ritmo, podemos até morrer O coração precisa de música Que a lei fique clara: Seja no caminhar, seja no vagar A música nos persegue Dentro ou fora de ritmo ———————– O Colecionador Arte e profecia compartilham um vínculo O profeta lê no mundo os eventos futuros E o artista vê no mundo uma futura obra Como o escultor que, no bloco de mármore Já idealiza a completude da escultura De algum modo, o mármore se comunica Em uma antiga linguagem, rígida Cabe à consciência flexibilizar, traduzir O futuro em um elemento presente No entanto, ao se tornar atual Direciona-se cada vez mais ao passado A escultura é tomada pela poeira Até que então, um dia, no futuro Resgatam o mármore passado Que mais uma vez se mostra atual Isto é, o artista é um colecionador Na sua estante, brilham outros tempos Lustrados por infinitas consciências ——————– Ação e memória Memória é ação. Lembrar não é somente um isolamento no passado É tornar o passado presente, como quando lembramos a infância e Subitamente entendemos que ela não mais volta. Justamente por não voltar Lembramos também que devemos agir, que o tempo é a cada vez mais curto Que a despreocupação de antes não pode mais ser Memória é ação à medida que nos preocupa Em busca de um novo método, um novo despreocupar Lembrar nos liberta para as possibilidades Como quando a música lembra um momento Ou quando o filme lembra uma situação O lembrar é a verdadeira percepção O chamamento do ser à ação ——————- Três vivências I. Sinais A borboleta pousou no ombro O indivíduo fotografou o ato Disse: a sorte está comigo Mas não viu o que importa O gato balançou a pata O indivíduo guardou o ato Disse: o dinheiro vai chegar Mas não viu o que importa II. Coleções Os seres vivem no mundo O indivíduo cria significados Satisfaz-se com a criação Mas não vê além do objeto Os símbolos preservam o ente Este que coleciona outras vidas Outros mistérios, outras almas Mas não quer ser colecionado III. O que importa A borboleta pousou no ombro Pois tinha frio, queria a paz A sorte não chegou, afinal Caiu ao chão, caiu a noite O gato balançou a pata Pois tinha medo, dor Por sorte alguém cuidou dele E é isso o que importa ————– Arte e história Algumas inspirações surgem no fim Quando a música acaba, o filme termina Quando o livro suspira a última palavra Ou o quadro projeta sua cor última Isto é, processamos os dados Quando a arte entra em silêncio Ao se aproximar da morte Esta que é o destino da beleza. Na música, temos as pausas No filme, a montagem Na pintura, as lacunas O contorno de vazio molda as formas E permite a reflexão. Algo vibra na dimensão desses nadas A história. Há história na pausa, na montagem, na lacuna E esta também tem, por destino final A morte. Arte e história dizem a mesma coisa Por vias diferentes Nos ensinam a encarar o fim Com um pouco de pausa, lacuna De modo que, toda vida É a história de uma arte.

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FOCO NO EVENTO – Cassia Rejane – Muito Mais que Eller

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Por Karla Lopes

Cassia Eller, cantora, compositora e instrumentista, que faleceu em dezembro de 2001, e que é ícone do rock brasileiro terá sua vida cantada pela Trupe Lendas e Canções no espetáculo “Cássia Rejane – Muito Mais que Eller”.

Dirigido por Eliéser Lucena, o show é uma contação de histórias e relatos vividos com os irmãos, familiares e amigos, trazendo a versão humana de uma mulher que quebrou várias barreiras.

Cássia, nasceu no Rio de Janeiro e foi uma representação feminina em um mundo extremamente masculino do rock, trazendo potência e ganhando além de prêmios, fã devotos, até hoje, 21 anos depois de sua morte.

O show acontecerá no sábado, 01 de outubro, no SESC de Taguatinga Norte – Teatro Paulo Autran.

Fonte: @matrizcultural
Imagem: @matrizcultural

 

 

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