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FOCO NA EDUCAÇÃO – Enem 2022: confira dicas de aplicativos e sites gratuitos para se preparar

As inscrições para o exame terminam no próximo sábado, dia 21

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FOCO NA EDUCAÇÃO

 

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terminam no próximo sábado, dia 21. As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, dias 13 e 20. Até lá, são seis meses para se preparar e mandar bem na prova. Nesse sentido, a internet pode ser uma boa aliada para complementar os estudos.

Para impulsionar o desempenho no Enem 2022, existem diversos meios, como videoaulas, disponíveis em canais no Youtube e aplicativos gratuitos com o objetivo de facilitar a forma de estudar, em qualquer lugar e a qualquer hora. Confira, abaixo, algumas dicas.

Guia Enem

Lançado pelo Educa Mais Brasil, o Guia Enem reúne materiais gratuitos de diversas disciplinas cobradas no Enem e em outros vestibulares. No site são disponibilizados artigos com resumos das principais áreas de conhecimento do exame. Para cada disciplina, há diferentes textos focados nas informações mais relevantes.

Além disso, o Educa tem outro projeto para quem prefere estudar com auxílio de vídeos. Em uma playlist no canal do YouTube, são disponibilizadas gratuitamente videoaulas preparadas por professores das áreas de diversas áreas do conhecimento. As aulas são curtas, mas bem objetivas, com conteúdos das áreas de História, Gramática, Literatura, Interpretação Textual, Redação, Química, Língua Portuguesa, Matemática, Física e muito mais.

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Confira uma lista com playlists para estudar no YouTube:

  • Física Total, com o professor Ivys Urquiza
  • Redação e Gramática Zica, com o professor Pamba
  • Enem por Mateus Prado
  • Oficina do Estudante
  • Vestibulandia, com o professor Nerckie
  • Biologia Total, com o professor Paulo Jubilut
  • YouTube Edu, parceria do Google e a Fundação Lemann

Quer mais opções de canais e aplicativos gratuitos para estudar para o exame? Confere a lista.

Redação Nota 1000

Esse aplicativo é focado na redação do Enem. Ele exibe temas de redações anteriores do exame, produções textuais de estudantes que conquistaram nota mil, instruções em um passo a passo para a elaboração do seu texto, possíveis temas para as próximas provas do Enem, competências avaliadas durante a correção, citações que podem ser utilizadas, erros comuns, correções comentadas, entre outras ferramentas.

RevisApp

Esse aplicativo divide as matérias em quatro categorias: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática e, dentro de cada uma delas, exibe os assuntos que mais costumam aparecer no Enem. O app oferece resumos práticos, o que é uma boa opção para quem já estudou o conteúdo e quer revisar a matéria. Por isso, a melhor opção é utilizá-lo em conjunto com outros aplicativos dessa lista.

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Easy Study

O Easy Study é um aplicativo que irá te ajudar a criar uma rotina perfeita de estudos. O app oferece a possibilidade de informar quais matérias o estudante deseja estudar mais com a opção de criar um planejamento com os assuntos que deseja se dedicar em cada dia. Isso ajuda a otimizar o tempo e facilita a organização dos conteúdos.  É possível também ter acesso ao histórico de estudos para analisar as horas e materiais já revisados.

Questões ENEM

É um aplicativo bem prático, que exibe na página inicial as matérias divididas por seis categorias: Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática, Linguagens e Códigos, Inglês e Espanhol. O estudante tem acesso gratuito a simulados, videoaulas, resumos de todos os assuntos e muito mais. Para incentivar a preparação para o Enem, o aluno recebe medalhas a cada número de questões respondidas, resumos lidos e aulas assistidas.

Estuda.com ENEM e Vestibular

Nesse aplicativo, o estudante conta com quatro modalidades diferentes: simulados, desafios, questões e provas do Enem das edições anteriores. O app também permite o acesso gratuito a videoaulas, temas de redação, resumos de conteúdos e simulador de aprovação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), tudo isso na seção “Material Extra”.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

 

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FOCO NA EDUCAÇÃO

FOCO NA EDUCAÇÃO – Banda de rock lança música com a linguagem neutra

No contexto educacional, a linguagem neutra ainda é considerada um desvio da norma padrão

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De carona na linguagem neutra, a música “Namorade”, mais recente lançamento da banda Velhas Virgens, foi pensada para naturalizar o afeto entre as diferentes orientações de gênero, exaltadas nessa terça-feira, 28, data em que o mundo comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

“Porque, afinal de contas, importante é afabilidade, fraternidade, afinidade, interesse, romance, lance, fidelidade… fe-li-ci-da-de! E tudo isso termina com “e”, como Namorade”, defende a banda que nasceu na década de 80. Os tempos eram outros, mas para Alexandre Cavalo, compositor da canção ao lado de Paulão de Carvalho, o artista não deve ficar preso ao passado. Por isso, no decorrer dos anos, a banda vem se atualizando e compreendendo sua responsabilidade para lidar com determinados temas.

“O artista não pode se dar ao luxo de ficar preso ao passado. O mundo muda e precisa de uma combatividade. Cabe ao artista também dar um passinho para frente para entender melhor o que está acontecendo com o mundo no atual contexto e todos esses movimentos que são importantes”, avalia Alexandre. O músico defende ainda que inserir temas como a linguagem neutra muito utilizada por membros da comunidade LGBTQIA+ cumpre o papel de naturalizar a vivência dessas pessoas.

“Estamos em 2022 e isso já deveria estar bastante claro na cabeça das pessoas. Acredito que deveria ser visto com naturalidade e não ter uma briga por conta disso. A pessoa é o que ela é ou quiser ser e não há nada de errado. A pessoa não tem que se prender a uma coisa em que ela não se sente bem com isso”, reflete.

A banda Velhas Virgens é composta por, além de Alexandre e Paulão, Juliana Kosso, Tuca Paiva, Simon Brow e Fil Cirilo. O single “Namorade” tem ainda a produção de Gabriel Fernandes. O lançamento ficou por conta de Gabaju Recorde e 74E. Já a capa tem arte de Juliana de Vechi, que misturou cores da bandeira da comunidade não-binária. A canção pode ser ouvida nas principais plataformas de streaming e no YouTube.

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Linguagem neutra nos vestibulares

A professora de redação Letícia Flores explica que a Língua Portuguesa, assim como qualquer outra língua, é um código, e a linguagem neutra é um código que serve aos falantes no processo de comunicação. “Se a língua serve ao falante, ela vai evoluindo, se transformando de acordo com a necessidade das pessoas. Por isso, é natural que a linguagem neutra ganhe força”, afirma.

No contexto escolar, a professora de redação acredita que é questão de tempo para que professores passem a falar sobre a linguagem neutra nas salas de aula. “Na minha opinião, o caminho é esse. Os professores vão precisar de um didatismo para ficar claro para esses jovens, e até mesmo para os pais, que é dever do professor, em seu papel social, não só transmitir conteúdo, mas de apresentar e explicar a ocorrência da linguagem neutra na nossa língua. Agora, esse conteúdo não pode chegar na sala de aula de qualquer forma. Isso tem que ser planejado porque essa linguagem ainda é considerada um desvio da norma padrão”, salienta a profissional.

Em vestibulares, como Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a professora explica que a correção da redação está submetida à norma padrão da Língua Portuguesa. Nesse caso, a linguagem neutra ainda é vista como desvio de linguagem, um vício da norma padrão, e tratando-se de uma prova o aluno está submetido às normas padrões da língua.

“Pode ser que o aluno perca ponto por usar a linguagem neutra no Enem. A penalização de cada competência acontece de 40 em 40 pontos, então você vai de 0 a 200 para cada competência e vai somando de acordo com a qualidade textual em relação a essas competências. Na dúvida, é melhor não arriscar”, defende a professora.

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Linguagem neutra e linguagem inclusiva

“Elu”, “ile”, “amigue”, “namorade” e “todxs”. Se em algum momento você passar por termos como esse, a intenção da mensagem é incluir todos os públicos através da linguagem neutra, mais utilizada por pessoas da comunidade LGBTQIA+, em especial, as que identificam com o gênero neutro ou não-binário – ou seja, pessoas que não se sentem representadas por estereótipos do gênero masculino ou feminino. Não há, então, uma “binariedade”, podendo transitar entre ambas as expressões e identidade de gênero. Há quem se sente bem e atende tanto pelos pronomes femininos ou masculinos e há quem defenda adaptação da língua portuguesa.

Já a linguagem inclusiva não tem como finalidade a modificação das palavras. A intenção aqui é eliminar traços sexistas na comunicação. Um exemplo disso é quando o gênero masculino é considerado o correto para identificar um determinado grupo, mesmo ele sendo também composto por mulheres. É comum nesses casos se falar, como por exemplo, “boa noite a todos e a todas”.

A linguagem inclusiva também pode ser feita a partir da inclusão de termos que se refiram à coletividade, como aponta o portal Politize!.

  • Por exemplo: usar “a juventude” ao invés de “os jovens”, “pessoas beneficiárias” ao invés de “beneficiários”, “diretoria” ao invés de “os diretores”, etc.
  • Escolher substantivos que representam instituições ao invés de indivíduos: “classe política” ao invés de “os políticos”, “população indígena” ao invés de “os índios”, “poder judiciário” ao invés de “os juízes”, etc.
  • Reformular tempos verbais para que as frases sejam mais inclusivas e menos sexistas: “se tiver uma melhor formação, a polícia será menos racista” ao invés de “se os policiais tivessem uma formação melhor, o racismo diminuiria”, etc.

 

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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