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FOCO NA EDUCAÇÃO – Enem 2022: estudantes já podem se inscrever no exame.

Confira dicas de como montar um cronograma de estudos eficaz

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FOCO NA EDUCAÇÃO

 

 

Começa hoje (10) o período de inscrições para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022. O prazo para se inscrever vai até o dia 21 de maio, através da Página do Participante. O Enem é um dos processos seletivos mais esperados pelos estudantes que desejam ingressar no ensino superior.

O exame está marcado para acontecer nos dias 13 e 20 de novembro. Serão aplicadas questões sobre as quatro áreas do conhecimento, além de uma redação. Já na inscrição, os participantes podem escolher se desejam fazer a prova impressa ou digital, lembrando que a modalidade virtual também é feita em um local indicado pelo Instituto Nacional de estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Neste ano, entre as novidades do exame é que a taxa de inscrição de R$85 – mesmo valor do ano passado – pode ser paga também via Pix e cartão de crédito. Quem optar pelo cartão pagará uma taxa administrativa de R$2,54 (2,99%) ou juros por parcelamento. A opção tradicional, via boleto, continua e deve ser paga até o dia 27 de maio.

Após realizar as inscrições, o período de estudos continua ainda mais intenso. A estudante Mariana Moreira, 19, vem se preparando desde o ano passado para o Enem. A jovem faz curso pré-vestibular e mantém um cronograma de estudos para conseguir se sair bem nas provas. Para ela, o Enem significa um passo a mais para o curso de Engenharia de Produção e, por isso, segue à risca a rotina de aprendizado.

“Eu sempre gostei de estudar e para mim é muito tranquilo seguir um cronograma. Conseguir uma boa nota no Enem significa estar mais perto da graduação. Então, eu me dedico ao máximo, mas lembrando que preciso descansar e ter momentos de lazer”, afirma a estudante que estava na expectativa da abertura das inscrições. “Agora é me inscrever e esperar chegar o dia da prova”, conclui ansiosa.

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Se assim como a estudante você deseja se preparar de forma efetiva para as provas do Enem, separamos algumas dicas de como manter a rotina de estudos para o exame:

1 – Organize um local para estudar

Para se concentrar melhor na hora dos estudos é fundamental ter um ambiente adequado. Busque em casa um espaço onde você possa ficar só com os seus livros, cadernos e papéis de anotações. Dê preferência para um espaço com ventilação e livre de barulhos. Converse com a sua família. É importante que eles saibam que todos os dias naquele determinado horário você estará com foco nos estudos.

2 – Acesse sites com bons conteúdos gratuitos e provas anteriores

É possível encontrar diferentes formas de estudar gratuitamente na internet. O Educa Mais Brasil – programa de inclusão educacional privado que oferece bolsas de estudo em diferentes etapas de ensino – também disponibiliza ferramentas de estudo para auxiliar os vestibulandos a alcançarem um bom desempenho na avaliação.

O Guia Enem é uma plataforma do Educa voltada para as principais matérias que estão presentes no Enem e outros vestibulares, como: Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Física, Química, Biologia e Inglês.

Já o Educa Mais Brasil Explica! é um projeto criado pelo programa para o YouTube. No canal, um time de professores produz videoaulas curtas e objetivas com dicas, resumos e análises dos assuntos cobrados pelo Enem. Outra opção é consultar o site do Inep, onde você encontra todas as provas anteriores para estudar.

3 – Diversifique com videoaulas gratuitas

Através do YouTube é possível conferir conteúdos gratuitos disponibilizados em diversos canais. Os assuntos são variados e lá é possível encontrar aulas completas de Matemática, Física, Química, Português, entre outras matérias. Separamos uma lista com playlists, confira abaixo:

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4 – Aplique um método de estudo

Existem diversos métodos de estudo que você pode utilizar para auxiliar na memorização e produtividade como os: flashcards, mapas mentais, método pega-varetas e pomodoro, estudo intercalado, estudo mnemônico, resumos e destaques, gravação de áudio, testes cronometrados, entre outros métodos que podem ser eficazes.  Vale a pena investir um tempo para ler e entender cada técnica e ver qual se encaixa melhor no seu perfil como estudante.

Sobre o Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Os resultados do exame também são usados por instituições de ensino superior públicas e privadas, como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso aos auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Cronograma do Enem 2022

  • Inscrições para o Enem 2022: 10 a 21 de maio de 2022
  • Prazo para pagamento da taxa de inscrição: 10 a 27 de maio de 2022
  • Solicitação de atendimento específico e especializado: 10 a 21 de maio de 2022
  • Solicitação de uso do nome social: 23 a 28 de junho de 2022
  • Divulgação dos locais da prova: Ainda não divulgado
  • Aplicação das provas do Enem 2022: 13 e 20 de novembro de 2022

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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FOCO NA EDUCAÇÃO – Banda de rock lança música com a linguagem neutra

No contexto educacional, a linguagem neutra ainda é considerada um desvio da norma padrão

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De carona na linguagem neutra, a música “Namorade”, mais recente lançamento da banda Velhas Virgens, foi pensada para naturalizar o afeto entre as diferentes orientações de gênero, exaltadas nessa terça-feira, 28, data em que o mundo comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

“Porque, afinal de contas, importante é afabilidade, fraternidade, afinidade, interesse, romance, lance, fidelidade… fe-li-ci-da-de! E tudo isso termina com “e”, como Namorade”, defende a banda que nasceu na década de 80. Os tempos eram outros, mas para Alexandre Cavalo, compositor da canção ao lado de Paulão de Carvalho, o artista não deve ficar preso ao passado. Por isso, no decorrer dos anos, a banda vem se atualizando e compreendendo sua responsabilidade para lidar com determinados temas.

“O artista não pode se dar ao luxo de ficar preso ao passado. O mundo muda e precisa de uma combatividade. Cabe ao artista também dar um passinho para frente para entender melhor o que está acontecendo com o mundo no atual contexto e todos esses movimentos que são importantes”, avalia Alexandre. O músico defende ainda que inserir temas como a linguagem neutra muito utilizada por membros da comunidade LGBTQIA+ cumpre o papel de naturalizar a vivência dessas pessoas.

“Estamos em 2022 e isso já deveria estar bastante claro na cabeça das pessoas. Acredito que deveria ser visto com naturalidade e não ter uma briga por conta disso. A pessoa é o que ela é ou quiser ser e não há nada de errado. A pessoa não tem que se prender a uma coisa em que ela não se sente bem com isso”, reflete.

A banda Velhas Virgens é composta por, além de Alexandre e Paulão, Juliana Kosso, Tuca Paiva, Simon Brow e Fil Cirilo. O single “Namorade” tem ainda a produção de Gabriel Fernandes. O lançamento ficou por conta de Gabaju Recorde e 74E. Já a capa tem arte de Juliana de Vechi, que misturou cores da bandeira da comunidade não-binária. A canção pode ser ouvida nas principais plataformas de streaming e no YouTube.

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Linguagem neutra nos vestibulares

A professora de redação Letícia Flores explica que a Língua Portuguesa, assim como qualquer outra língua, é um código, e a linguagem neutra é um código que serve aos falantes no processo de comunicação. “Se a língua serve ao falante, ela vai evoluindo, se transformando de acordo com a necessidade das pessoas. Por isso, é natural que a linguagem neutra ganhe força”, afirma.

No contexto escolar, a professora de redação acredita que é questão de tempo para que professores passem a falar sobre a linguagem neutra nas salas de aula. “Na minha opinião, o caminho é esse. Os professores vão precisar de um didatismo para ficar claro para esses jovens, e até mesmo para os pais, que é dever do professor, em seu papel social, não só transmitir conteúdo, mas de apresentar e explicar a ocorrência da linguagem neutra na nossa língua. Agora, esse conteúdo não pode chegar na sala de aula de qualquer forma. Isso tem que ser planejado porque essa linguagem ainda é considerada um desvio da norma padrão”, salienta a profissional.

Em vestibulares, como Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a professora explica que a correção da redação está submetida à norma padrão da Língua Portuguesa. Nesse caso, a linguagem neutra ainda é vista como desvio de linguagem, um vício da norma padrão, e tratando-se de uma prova o aluno está submetido às normas padrões da língua.

“Pode ser que o aluno perca ponto por usar a linguagem neutra no Enem. A penalização de cada competência acontece de 40 em 40 pontos, então você vai de 0 a 200 para cada competência e vai somando de acordo com a qualidade textual em relação a essas competências. Na dúvida, é melhor não arriscar”, defende a professora.

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Linguagem neutra e linguagem inclusiva

“Elu”, “ile”, “amigue”, “namorade” e “todxs”. Se em algum momento você passar por termos como esse, a intenção da mensagem é incluir todos os públicos através da linguagem neutra, mais utilizada por pessoas da comunidade LGBTQIA+, em especial, as que identificam com o gênero neutro ou não-binário – ou seja, pessoas que não se sentem representadas por estereótipos do gênero masculino ou feminino. Não há, então, uma “binariedade”, podendo transitar entre ambas as expressões e identidade de gênero. Há quem se sente bem e atende tanto pelos pronomes femininos ou masculinos e há quem defenda adaptação da língua portuguesa.

Já a linguagem inclusiva não tem como finalidade a modificação das palavras. A intenção aqui é eliminar traços sexistas na comunicação. Um exemplo disso é quando o gênero masculino é considerado o correto para identificar um determinado grupo, mesmo ele sendo também composto por mulheres. É comum nesses casos se falar, como por exemplo, “boa noite a todos e a todas”.

A linguagem inclusiva também pode ser feita a partir da inclusão de termos que se refiram à coletividade, como aponta o portal Politize!.

  • Por exemplo: usar “a juventude” ao invés de “os jovens”, “pessoas beneficiárias” ao invés de “beneficiários”, “diretoria” ao invés de “os diretores”, etc.
  • Escolher substantivos que representam instituições ao invés de indivíduos: “classe política” ao invés de “os políticos”, “população indígena” ao invés de “os índios”, “poder judiciário” ao invés de “os juízes”, etc.
  • Reformular tempos verbais para que as frases sejam mais inclusivas e menos sexistas: “se tiver uma melhor formação, a polícia será menos racista” ao invés de “se os policiais tivessem uma formação melhor, o racismo diminuiria”, etc.

 

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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