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FOCO NA EDUCAÇÃO – Enem 2022: opção da versão impressa ou digital da prova deve ser feita na inscrição

No ato da inscrição, o estudante precisa sinalizar a opção desejada

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FOCO NA EDUCAÇÃO

Com a aproximação do fim do prazo das inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que podem ser feitas até 27 de maio, muitos estudantes ainda têm dúvidas sobre a diferença das versões impressa e digital do exame. Tal preferência deve ser sinalizada no momento da inscrição e após o preenchimento do formulário não é permitido trocar de opção.  Pela primeira vez, os participantes não isentos poderão efetuar o pagamento da taxa de inscrição de R$85 – o mesmo do ano passado – por meio de cartão de crédito e Pix, até o dia 27 de maio.

As duas versões da prova, a impressa e digital, serão aplicadas nos mesmos dias, em 13 e 20 de novembro. Elas contam com questões iguais, mesmo tema de redação e tempo de realização. A versão impressa pode ser feita por qualquer pessoa, inclusive os alunos chamados ‘treineiros’, ou seja, aqueles que não vão concluir o Ensino Médio este ano ou que ainda não estão cursando essa etapa.

Já a participação na versão digital é exclusiva para quem já concluiu o Ensino Médio ou que está concluindo essa etapa neste ano. O atendimento especializado é o mesmo nas duas versões do Enem 2022. As provas do Enem digital 2022 serão aplicadas em locais definidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), sob as mesmas condições de segurança e sigilo.

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A redação será realizada em formato impresso, nos mesmos moldes de aplicação e correção da versão tradicional do exame. A previsão é que, até 2026, o Enem será aplicado integralmente digital. Ou seja, a versão impressa será extinta.

A estudante Laiane Fonseca, 18 anos, já se inscreveu e optou pela versão impressa da prova. Para ela, não há diferença nas duas opções e a forma tradicional passa mais segurança. “Eu me inscrevi logo nos primeiros dias. Eu fiz o exame no ano passado e neste ano vou fazer novamente para testar meus conhecimentos. Pensei em fazer a versão digital, mas optei pela impressa mesmo. Estou na expectativa para os dias das provas”, afirma.

Para a próxima edição, o Inep aceitará documentos digitais de identificação nos locais de prova, como: e-Título, Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital e RG Digital. O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal e capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado.

Neste ano, foram liberadas 101.100 vagas para o Enem Digital, que são preenchidas por ordem de inscrição. Uma vez esgotado o limite por cidade, acaba a chance de participar dessa versão. Com questões inéditas, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no primeiro dia de inscrição, a edição de 2022 atingiu a marca de 1 milhão de inscritos.

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Cronograma do Enem 2022

  • Inscrições para o Enem 2022: 10 a 21 de maio de 2022
  • Prazo para pagamento da taxa de inscrição: 10 a 27 de maio de 2022
  • Solicitação de atendimento específico e especializado: 10 a 21 de maio de 2022
  • Solicitação de uso do nome social: 23 a 28 de junho de 2022
  • Divulgação dos locais da prova: prazo ainda não informado
  • Aplicação das provas do Enem 2022: 13 e 20 de novembro de 2022

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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FOCO NA EDUCAÇÃO – Banda de rock lança música com a linguagem neutra

No contexto educacional, a linguagem neutra ainda é considerada um desvio da norma padrão

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De carona na linguagem neutra, a música “Namorade”, mais recente lançamento da banda Velhas Virgens, foi pensada para naturalizar o afeto entre as diferentes orientações de gênero, exaltadas nessa terça-feira, 28, data em que o mundo comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+.

“Porque, afinal de contas, importante é afabilidade, fraternidade, afinidade, interesse, romance, lance, fidelidade… fe-li-ci-da-de! E tudo isso termina com “e”, como Namorade”, defende a banda que nasceu na década de 80. Os tempos eram outros, mas para Alexandre Cavalo, compositor da canção ao lado de Paulão de Carvalho, o artista não deve ficar preso ao passado. Por isso, no decorrer dos anos, a banda vem se atualizando e compreendendo sua responsabilidade para lidar com determinados temas.

“O artista não pode se dar ao luxo de ficar preso ao passado. O mundo muda e precisa de uma combatividade. Cabe ao artista também dar um passinho para frente para entender melhor o que está acontecendo com o mundo no atual contexto e todos esses movimentos que são importantes”, avalia Alexandre. O músico defende ainda que inserir temas como a linguagem neutra muito utilizada por membros da comunidade LGBTQIA+ cumpre o papel de naturalizar a vivência dessas pessoas.

“Estamos em 2022 e isso já deveria estar bastante claro na cabeça das pessoas. Acredito que deveria ser visto com naturalidade e não ter uma briga por conta disso. A pessoa é o que ela é ou quiser ser e não há nada de errado. A pessoa não tem que se prender a uma coisa em que ela não se sente bem com isso”, reflete.

A banda Velhas Virgens é composta por, além de Alexandre e Paulão, Juliana Kosso, Tuca Paiva, Simon Brow e Fil Cirilo. O single “Namorade” tem ainda a produção de Gabriel Fernandes. O lançamento ficou por conta de Gabaju Recorde e 74E. Já a capa tem arte de Juliana de Vechi, que misturou cores da bandeira da comunidade não-binária. A canção pode ser ouvida nas principais plataformas de streaming e no YouTube.

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Linguagem neutra nos vestibulares

A professora de redação Letícia Flores explica que a Língua Portuguesa, assim como qualquer outra língua, é um código, e a linguagem neutra é um código que serve aos falantes no processo de comunicação. “Se a língua serve ao falante, ela vai evoluindo, se transformando de acordo com a necessidade das pessoas. Por isso, é natural que a linguagem neutra ganhe força”, afirma.

No contexto escolar, a professora de redação acredita que é questão de tempo para que professores passem a falar sobre a linguagem neutra nas salas de aula. “Na minha opinião, o caminho é esse. Os professores vão precisar de um didatismo para ficar claro para esses jovens, e até mesmo para os pais, que é dever do professor, em seu papel social, não só transmitir conteúdo, mas de apresentar e explicar a ocorrência da linguagem neutra na nossa língua. Agora, esse conteúdo não pode chegar na sala de aula de qualquer forma. Isso tem que ser planejado porque essa linguagem ainda é considerada um desvio da norma padrão”, salienta a profissional.

Em vestibulares, como Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a professora explica que a correção da redação está submetida à norma padrão da Língua Portuguesa. Nesse caso, a linguagem neutra ainda é vista como desvio de linguagem, um vício da norma padrão, e tratando-se de uma prova o aluno está submetido às normas padrões da língua.

“Pode ser que o aluno perca ponto por usar a linguagem neutra no Enem. A penalização de cada competência acontece de 40 em 40 pontos, então você vai de 0 a 200 para cada competência e vai somando de acordo com a qualidade textual em relação a essas competências. Na dúvida, é melhor não arriscar”, defende a professora.

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Linguagem neutra e linguagem inclusiva

“Elu”, “ile”, “amigue”, “namorade” e “todxs”. Se em algum momento você passar por termos como esse, a intenção da mensagem é incluir todos os públicos através da linguagem neutra, mais utilizada por pessoas da comunidade LGBTQIA+, em especial, as que identificam com o gênero neutro ou não-binário – ou seja, pessoas que não se sentem representadas por estereótipos do gênero masculino ou feminino. Não há, então, uma “binariedade”, podendo transitar entre ambas as expressões e identidade de gênero. Há quem se sente bem e atende tanto pelos pronomes femininos ou masculinos e há quem defenda adaptação da língua portuguesa.

Já a linguagem inclusiva não tem como finalidade a modificação das palavras. A intenção aqui é eliminar traços sexistas na comunicação. Um exemplo disso é quando o gênero masculino é considerado o correto para identificar um determinado grupo, mesmo ele sendo também composto por mulheres. É comum nesses casos se falar, como por exemplo, “boa noite a todos e a todas”.

A linguagem inclusiva também pode ser feita a partir da inclusão de termos que se refiram à coletividade, como aponta o portal Politize!.

  • Por exemplo: usar “a juventude” ao invés de “os jovens”, “pessoas beneficiárias” ao invés de “beneficiários”, “diretoria” ao invés de “os diretores”, etc.
  • Escolher substantivos que representam instituições ao invés de indivíduos: “classe política” ao invés de “os políticos”, “população indígena” ao invés de “os índios”, “poder judiciário” ao invés de “os juízes”, etc.
  • Reformular tempos verbais para que as frases sejam mais inclusivas e menos sexistas: “se tiver uma melhor formação, a polícia será menos racista” ao invés de “se os policiais tivessem uma formação melhor, o racismo diminuiria”, etc.

 

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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