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FOCO NA EDUCAÇÃO – Primeiro dia de reaplicação do Enem tem redação sobre reconhecimento de mulheres nas Ciências

Provas de matemática e ciências da natureza serão aplicadas no próximo domingo (16)

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O “Reconhecimento da Contribuição das Mulheres nas Ciências da Saúde no Brasil” foi o tema da redação da Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021, reaplicado nesse domingo (09) para os mais de 340 mil candidatos faltosos na aplicação na data regular, que ocorreu em novembro do ano passado.  Além da redação, os candidatos responderam questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, e ciências humanas e suas tecnologias.

As provas estão sendo reaplicadas para os candidatos que se encaixaram nos motivos estabelecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) como aqueles que tiveram problemas logísticos durante a avaliação, sintomas de doenças infectocontagiosas e, ainda, aqueles que obtiveram isenção na taxa de inscrição na edição anterior mas não compareceram. A aplicação de ontem também contemplou candidatos que cumprem medida socioeducativa.

A segunda etapa da reaplicação será no próximo domingo (16), quando os participantes deverão responder questões de ciências da natureza e suas tecnologias, e matemática e suas tecnologias.

O Enem é considerado o maior vestibular do país, pois a partir da sua realização é possível ingressar no ensino superior através dos programas de incentivo educacional como o Sistema Unificado de Seleção (Sisu), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni).

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Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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FOCO NA EDUCAÇÃO – Mulheres na Engenharia correspondem a 15% dos profissionais da área

Elas lutam por maior visibilidade, inclusão, igualdade de tratamento e oportunidades

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Anualmente, o dia 23 de junho é reservado para celebrar o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. A data, criada pela organização Women’s Engineering Society (WES) do Reino Unido, tem como objetivo fortalecer o espaço que as engenheiras vêm ganhando na profissão, antes majoritariamente ocupada por homens.

Embora o papel das mulheres na sociedade seja extremamente importante, os preconceitos que ainda enfrentam quando se trata de assumir responsabilidades e cargos de confiança ainda são ensurdecedores.

  • A luta por maior visibilidade, inclusão, igualdade de tratamento e oportunidades de formação profissional continua no topo da agenda das mulheres engenheiras. O maior desafio hoje é quebrar o preconceito contra seu envolvimento em canteiros de obras e em cargos de liderança. Nanci Walter, Engenheira Ambiental e Presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) do Rio Grande do Sul, considera que estar neste cargo é uma conquista mas, acima de tudo, é um ato representativo.

“Numa profissão onde a presença dos homens é predominante, ser mulher é um desafio diário. Ser a primeira mulher a presidir um conselho regional é ainda maior. Então eu entendo a minha responsabilidade ao ocupar este cargo, que há 87 anos vem sido gerido apenas por homens. Então ter esse dia para simbolizar e lembrar que sim, as mulheres podem exercer a profissão que quiserem e que, assim como os homens, contribuem para a construção do nosso país, é válida e extremamente pertinente”, pontua.

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Tradicionalmente ocupada por homens, a área da engenharia vem, ao longo dos anos, ganhando cada vez mais adeptas. De acordo com uma recente pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), o percentual de mulheres registradas como engenheiras no Brasil corresponde a 19,3% (199.786 mulheres engenheiras) do total de 1.035.103, no país.

Mas apesar do dado significativo no cenário total, a participação feminina entre os profissionais ativos na área é de apenas 15%. A posição de mulheres na área de conhecimento e no campo de trabalho da Engenharia permanece especial e excepcional e, aos poucos, rompe o padrão de gênero presente na profissão.

Então, falar sobre igualdade de gênero, equidade salarial e a indiferença na engenharia continua sendo um tópico de preocupação. Sendo assim, ampliar e fortalecer o espaço das mulheres na profissão é uma grande missão, tanto em outros países quanto no Brasil.

Para a presidente do CREA/RS, o passo fundamental para um caminho bem sucedido na área é, acima de tudo, jamais abandonar o sonho. “Desistir não está no vocabulário de quem escolhe a engenharia. Todos os dias é um novo desafio e quem escolhe essa carreira vai encontrar alegria na profissão. É preciso ouvir essa nova geração para aprender e entender como as coisas funcionam e, assim evoluir, pois, a nova geração não vai ser o amanhã, ela já é o hoje”, declara Nanci.

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Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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