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FOCO NA EDUCAÇÃO – Universidades de Portugal renovam acordo com Inep para usar notas do Enem

Ao todo, 51 universidades, institutos politécnicos e escolas superiores portuguesas aceitam as notas do Enem

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), renovou, nessa semana, os acordos de cooperação com cinco instituições de Portugal que aceitam a nota do Enem em seus processos seletivos.

O Enem é um processo seletivo que permite que estudantes ingressem no ensino superior do país através dos programas de governo e as notas também são aceitas em universidades portuguesas que mantêm convênio com o Inep.

As instituições que renovaram com o Inep são: Instituto Politécnico de Beja, Instituto Politécnico de Santarém, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Instituto Politécnico de Leiria e Universidade da Beira Interior. Ao todo, 51 universidades, institutos politécnicos e escolas superiores aceitam as notas do Enem em seus processos seletivos.

Os acordos permitem acesso facilitado de estudantes do Brasil interessados em fazer um curso superior no país europeu. Cada instituição define suas próprias regras dos processos seletivos. Além disso, o uso da nota do Enem para estudar em Portugal não inclui transferência de recursos e não prevê financiamento estudantil pelo governo brasileiro.

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Entre algumas das instituições portuguesas que aceitam nota do Enem estão ainda:

  • Universidade Lusófona do Porto (ULP));
  • Instituto Politécnico do Porto (P.Porto);
  • Instituto Politécnico Portalegre (IPP);
  • Instituto Politécnico do Porto (P.Porto);
  • Instituto Politécnico Portalegre (IPP);
  • Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA);
  • Instituto Politécnico de Coimbra (IPC);
  • Universidade de Aveiro (UA);
  • Instituto Politécnico da Guarda (IPG);
  • Universidade de Lisboa (ULisboa);
  • Universidade do Porto (U.Porto);
  • Universidade da Madeira (UMa);
  • Instituto Politécnico de Viseu (IPV).

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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FOCO NA EDUCAÇÃO – Escrita de trabalhos acadêmicos não deve ser vista como algo extremamente complicado

Professor explica que sensação tem origem em bloqueios mentais

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Estar sempre acima da média e se destacar na turma, cobranças externas e internas, prazos apertados e
o desejo de corresponder à logica de produtividade constante são pontos que deixam o universo
acadêmico, por vezes, adoecedor. Uma pesquisa publicada na revista cientifica Nature aponta que
estudantes de pós-graduação, por exemplo, possuem seis vezes mais chances de desenvolver quadros
de depressão e ansiedade do que o restante da população. Quanto mais próximo da escrita de trabalhos
de conclusão de curso, o temido TCC, ou de teses e dissertações, esse quadro de ansiedade pode tomar
conta dos estudantes. “E, em geral, a pressão fica maior conforme o aumento da titularidade”, destaca
o professor e especialista em metodologia do ensino superior Paulo Eduardo de Oliveira.
O acadêmico explica ainda que essas questões podem ser desencadeadas pela natureza do processo de
escrita, que é, muitas vezes, solitário. “Só quem vai estar na conduta principal da construção desse
documento é o aluno. Então, o que observo é uma tensão gigante nesse momento. O que não deveria
ser, mas acredito que acontece porque a fase do TCC, por exemplo, é repleta de mitos: que é muito
difícil, que os alunos não darão conta ou que precisa ser extremamente conclusivo”, analisa o docente.

Com mais de 30 anos de experiência em bancas avaliadoras e ministrando disciplinas das áreas de
metodologia científica, Paulo avalia que essa tensão também resulta no que se pode classificar como
bullying acadêmico. Cometido entre os próprios alunos ou presente na relação entre orientando e
orientador, o bulliyng é perceptível, por exemplo, no constrangimento com aquela pessoa que pergunta
demais, muitas vezes classificada como chata e inconveniente, ou na postura “casca grossa” de
determinados professores que desacreditam na capacidade intelectual do aluno.
“Ai chegamos a um bloqueio mental – algo da ordem cognitiva mesmo – que impede os alunos de
transformarem o pensamento abstrato em concreto. Ou seja, não saber colocar no papel tudo aquilo
que aprenderam no decorrer do curso e que são capazes de fazer. ‘Professor, não consigo começar o
meu TCC’ ou ‘professor, começo e divago e travo’ são coisas que já escutei muito”, conta Paulo que
procura difundir metodologias a favor do desbloqueio mental a partir de planejamento de pesquisas
que basicamente começa com perguntas. “Até porque na ciência tudo é categorizado”, acrescenta.
É através de uma postura motivacional com os alunos que orienta que Paulo foge da lógica acadêmica
carrasca e tenta desmistificar junto aos estudantes crenças limitantes bem características nos ambientes
de produção acadêmica e científica. “Não tem nada de anormal na produção de um texto para a

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academia. Eu trabalho isso até em minhas palestras tentando quebrar essa ideia de que fazer ciência é
difícil e trabalhosa. Nós só temos que ir além dos nossos bloqueios mentais”, afirma.
Metodologia da pesquisa ao alcance de todos
Além da postura motivacional, o professor Paulo também tem se debruçado ao longo desses anos em
pensar maneiras de eliminar o “academiquês” que mais confunde do que contribui no ambiente das
faculdades. Como resultado de suas pesquisas, ele escreveu o livro Metodologia da Pesquisa ao Alcance
de Todos.
Direcionada para estudantes de graduação e pós-graduação que estão em fase de elaboração dos seus
projetos de pesquisa, a publicação demonstra de forma prática que a pesquisa científica é a relação
entre uma pergunta e uma resposta. “O livro é escrito de modo bem acessível para que os estudantes
entendam como diferenciar tema de problema, problema de problemática e identificar as questões
norteadoras de sua pesquisa, além de abordar métodos de investigação e de coleta dos dados”, finaliza
o professor, acrescentando que a obra inspirou a escrita de outras três, além de servir de base para a
realização de mentorias com mestrandos e doutorandos.
Rompendo o clico da ansiedade na escrita do TCC
Em entrevista para a Agência de Notícias Mais Educação em Pauta, da plataforma de bolsas de estudo
Educa Mais Brasil, o psicólogo Sérgio Manzione explica que a ansiedade é uma reação que se tem diante
de uma ameaça ou do desconhecido, e é quando o organismo se prepara para duas ações básicas: lutar
ou fugir. Conforme pontua o profissional, a ansiedade pode ser considerada normal quando acaba ao
mesmo tempo que a situação que a causou. Ou seja, no caso dos estudantes, ela deve sumir quando se
conhece o resultado de um trabalho acadêmico.
No entanto, existe outro tipo, a ansiedade generalizada, que muitas vezes tem causas diversas e nem
sempre definida. “Ansiedade não escolhe as pessoas, ela não vê se a pessoa é baixa, rica, pobre… é
importante frisar que não adianta tomar o chazinho que a vizinha fez, o remédio que a prima toma, não
funciona assim. Cada pessoa é diferente e deve buscar um diagnóstico correto e ajuda profissional”,
sinaliza o psicólogo.
Para aqueles que estão com comportamento ansioso porque estão nesse momento de produção
acadêmica, o psicólogo Manzione indica caminhos que podem contribuir para o bem-estar nesse
período. Confira:

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1. Aprenda mais sobre você
2. Entenda que ninguém é perfeito
3. Pare de se culpar
4. Domine o pânico
5. Viva o presente
6. Escolha o lado positivo
7. Tenha um projeto de vida

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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