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5 razões para pensar em congelar os óvulos

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5 razões para pensar em congelar os óvulos
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5 razões para pensar em congelar os óvulos

Especialista em reprodução humana lista situações em que preservar os óvulos é a melhor opção para garantir o sonho de ter um filho

Por Maria Cláudia

Ter filhos pode ser uma verdadeira luta contra o relógio para as mulheres, visto que a fertilidade feminina é limitada, com a mulher nascendo com a quantidade de óvulos que terá durante toda a vida. E esse tempo ainda pode ser reduzido devido a uma série de condições. Mas graças ao congelamento de óvulos, procedimento que vem se tornando cada vez mais popular, as mulheres agora possuem a opção de ter filhos no momento que querem, e não mais quando o relógio biológico manda.

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O que é o congelamento dos óvulos?

“O congelamento de óvulos, também conhecido como criopreservação, consiste no congelamento dos óvulos em nitrogênio líquido na temperatura de -196°C, o que inativa seu metabolismo sem prejudicar sua viabilidade. Dessa forma, os óvulos congelados podem ser usados futuramente em tratamentos de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro, para garantir que a mulher possa gestar uma criança”, explica o ginecologista obstetra Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM). 

Quem pode realizar o congelamento de óvulos?

A verdade é que qualquer mulher acima dos 18 anos pode congelar seus óvulos. Mas existem algumas situações em que o procedimento é especialmente indicado. Por isso, o especialista listou 5 motivos para considerar realizar o procedimento, confira:

1. Os 35 anos de idade estão chegando 

As mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde por uma série de fatores, seja por não se sentirem prontas ainda, por estarem investindo na carreira ou por ainda não terem encontrado o parceiro certo. O problema é que por volta dos 35 anos de idade há uma grande diminuição da fertilidade feminina, com redução significativa das chances de gestações bem-sucedidas. 

“Como a mulher já nasce com todos os óvulos que terá ao longo da vida, ocorre, com o passar dos anos, uma queda na quantidade e qualidade dessas células, o que dificulta a fecundação. E mesmo se a mulher engravidar, as chances de complicações, como erros genéticos e abortos espontâneos, é maior”, diz o Dr. Fernando Prado.

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Por isso, o congelamento de óvulos é uma excelente opção para quem deseja adiar a gestação por motivos pessoais, aumentando as chances de uma gravidez bem-sucedida quando a hora chegar. “Mas não é preciso esperar até os 35 anos para congelar os óvulos. Na verdade, o recomendado é que quem deseja congelar os óvulos procure um especialista o quanto antes, pois, quanto mais cedo os óvulos forem congelados, maior será sua qualidade e, consequentemente, maiores serão as chances de gravidez”, aconselha.

2. Família com histórico de menopausa precoce 

Ocorrendo após os 40 anos, a menopausa é caracterizada principalmente pela interrupção da menstruação, marcando o fim definitivo da capacidade reprodutiva da mulher. No entanto, algumas mulheres podem apresentar a menopausa precocemente, antes mesmo dos 40 anos, devido a interrupção da produção de hormônios e óvulos pelo ovário. 

“A menopausa precoce pode ter uma série de causas, que incluem desde maus hábitos como tabagismo até doenças infecciosas e autoimunes. Mas possui um forte fator genético. Por isso, mulheres com familiares que apresentaram sintomas da menopausa precocemente devem procurar um especialista para realizar uma avaliação da reserva ovariana e, caso necessário, congelar os óvulos, assim garantindo a possibilidade de conceber um filho no futuro ainda que entre na menopausa antes da idade convencional”, afirma o Dr. Fernando Prado.

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3. Tem condições que podem afetar a fertilidade

Uma série de doenças podem prejudicar a capacidade reprodutiva da mulher, como alguns tipos de tumores benignos que necessitam de cirurgia nos ovários, distúrbios hormonais e, principalmente, a endometriose, que figura como uma das maiores causas da infertilidade feminina.

“Ocorrendo quando as células da mucosa que reveste o útero, o endométrio, crescem em locais fora do habitual, como nos ovários, ligamentos do útero, bexiga ou intestino, e se espalham pelo aparelho reprodutor, o que, por si só, atrapalha o transporte dos óvulos e a implantação do embrião”, explica o Dr. Fernando Prado.

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O médico afirma que a endometriose tem como um dos principais tratamentos a cirurgia laparoscópica que, se realizada com foco nos ovários, pode comprometer a reserva ovariana e a fertilidade. “Logo, o congelamento de óvulos pode ser interessante dependendo do quadro da doença para que a gestação se dê por Fertilização In Vitro no futuro”, afirma o médico.

4. Usa medicamentos quimioterápicos

Certos medicamentos também podem interferir na fertilidade feminina, como é o caso da radio e quimioterapia, comumente utilizadas para combater o câncer. “Os medicamentos quimioterápicos, por exemplo, podem causar danos aos óvulos e ovários, podendo até mesmo levar a menopausa precoce”, alerta o especialista.

O ginecologista ainda salienta que é muito difícil prever exatamente qual será a ação desses medicamentos sob a fertilidade. “O ideal é que mulheres diagnosticadas com câncer, que ainda desejam ter filhos, busquem um especialista em reprodução humana logo após receberem o diagnóstico da doença para passarem por todo o processo de criopreservação dos óvulos o mais rápido possível, de forma a não atrasar demasiadamente o início do tratamento oncológico”, orienta o Dr. Fernando Prado.

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5. Realiza o procedimento Fertilização In Vitro 

A mulher pode optar pelo congelamento de óvulos mesmo durante a Fertilização In Vitro, seja porque a coleta de espermatozoides não foi suficiente para realizar a fecundação naquele momento ou porque foram coletados mais óvulos saudáveis do que o necessário para o procedimento.

“No último caso, podemos manter os óvulos congelados até que a mulher deseje engravidar novamente. E não é preciso ter pressa, pois, após passarem pela criopreservação, os óvulos se mantêm viáveis por um longo período. E, mesmo que a mulher não tenha a intenção de ter outro filho, os óvulos ainda podem ser congelados e doados para outras mulheres que estão tentando engravidar, mas não possuem óvulos viáveis”, finaliza o Dr. Fernando Prado.

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Fonte: IG SAÚDE

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DF abre concurso para contratação temporária de brigadistas

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O Instituto Brasília Ambiental (Ibram-DF) abriu inscrições para o processo seletivo simplificado que vai contratar, de forma temporária, 150 brigadistas de combate a incêndios florestais em parque e unidades de conservação da capital do país. As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira (29), na página do Ibram na internet. 

Ao todo, serão seis vagas para supervisores de brigada, 24 para chefes de brigada e 120 vagas de brigadistas de prevenção e combate a incêndios florestais. O cadastro será online e gratuito, e fica aberto até o dia 1° de julho. Haverá ainda a formação de cadastro reserva.

A remuneração mensal para brigadistas é de R$ 2.666,40; para chefes de brigada é de R$ 3.333,00 e para os supervisores de brigada, chega a R$ 3.999,60. Em todos os cargos é exigido diploma ou declaração de participação em curso de Formação de Brigada de Combate a Incêndio Florestal.

Para os cargos de chefe de brigadas e supervisores, é necessário apresentar certificado ou diploma de conclusão do ensino médio e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B ou superior. Para os brigadistas de prevenção e combate a incêndios florestais, um dos pré-requisitos é ser pelo menos alfabetizado. Acesse aqui o edital.

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Ao todo, o Ibram gere 82 unidades de conservação espalhadas pelo DF. Os brigadistas temporários poderão trabalhar ainda em outras áreas e em parceria com o Corpo de Bombeiros.

Até o último dia 6 de junho de 2022, o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas nos Parque e Unidades de Conservação (PROMAQ), do Ibram, registrou um total de 106 ocorrências de incêndio florestais e uma área queimada total de pouco mais de 334 hectares. No ano passado, até outubro, foram 542 ocorrências e 2.324 hectares de área queimada no DF. O período mais crítico para a ocorrência de incêndios é justamente durante a estação seca, que vai de maio até meados de outubro. Os meses de agosto e setembro costumam ser os que registram o maior número de ocorrências. 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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