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Cerimônia alusiva à comemoração do Dia da Aviação de Caça

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Aconteceu, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a cerimônia militar alusiva ao Dia da Aviação de Caça. O evento marcou a incorporação à Força Aérea Brasileira de duas aeronaves F-39 Gripen, recém-chegadas ao Brasil. Também ocorreu a imposição da medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura a comandantes de unidades aéreas.

Os dois aviões multimissão F-39 Gripen foram produzidos na Suécia e chegaram ao Brasil no dia 1° deste mês transportados por navio até o Porto de Navegantes (SC). A entrega faz parte de um contrato com a empresa Saab que prevê a produção de 36 aeronaves e transferência de tecnologia para a indústria de defesa brasileira.

Os caças F-39 Gripen sobrevoaram o local da cerimônia e pousaram para serem apresentados aos presentes. O batismo operacional foi feito pelo Presidente Jair Bolsonaro e autoridades militares, lançando champanhe sobre o caça.

As aeronaves multimissão Gripen foram encomendadas para a renovação da frota de combate brasileira e vão aumentar a capacidade da defesa aérea. Serão utilizadas pela Força Aérea Brasileira em atividades de policiamento do espaço aéreo, ataque e reconhecimento. O Gripen é conhecido por sua capacidade tecnológica avançada, eficiência e baixo custo de operação. O caça tem armas para todos os tipos de ações, a exemplo dos mísseis de longo alcance ar-ar, que são aqueles disparados com o propósito de atingir outra aeronave.

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No voo de estreia no espaço aéreo Brasileiro, os dois caças decolaram do aeroporto de Navegantes e voaram cerca de cinquenta minutos até o Centro de Ensaios em Voo, em Gavião Peixoto (SP). Antes, as aeronaves passaram por uma série de procedimentos, ao longo de três dias, para garantir a segurança do voo.

No Centro de Ensaios em Voo de Gavião Peixoto, pilotos de prova da Força Aérea Brasileira, da Embraer e da empresa sueca Saab executarão testes até que a aeronave receba o certificado militar, licença de operação inicial do avião no país.

Condecoração militar
Como parte da celebração pelo Dia da Aviação de Caça, a medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura foi entregue a militares do Comando da Aeronáutica que exerceram ou exerçam o cargo de comandante de Unidade Aérea e aos veteranos do Primeiro Grupo de Aviação de Caça, pela conduta em prol da operacionalidade da sua organização e da Força Aérea Brasileira.

A condecoração leva o nome do Patrono da Aviação de Caça, Brigadeiro do Ar Nero Moura, que recebeu o título em razão da grande quantidade de missões que realizou com sucesso pela Força Aérea Brasileira.

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O Dia da Aviação de Caça é celebrado em 22 de abril porque nesta data, em 1945, durante a campanha na Segunda Guerra Mundial, os aviadores brasileiros do Primeiro Grupo de Aviação de Caça realizaram nos céus da Itália, entre o nascer e o pôr do sol, 44 missões de guerra em um único dia.

Fonte: Brasil.gov

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Defensoria Pública denuncia violência de ação policial

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A Defensoria Pública de São Paulo e a organização não-governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos encaminharam nesta semana à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) um pedido de proteção para a população em situação de rua e de usuários de drogas que vive na chamada Cracolândia, na capital paulista. As entidades solicitam que a CIDH intervenha junto ao governo estadual paulista para evitar novas ações policiais violentas na Cracolândia, como a que está se repetindo hoje (19).

O pedido cautelar ocorre após a morte de Raimundo Nonato Fonseca Junior, de 32 anos, que foi baleado logo após uma operação policial  realizada no dia 11 de maio, na Praça Princesa Isabel, na região central da capital. Segundo os policiais, a ação foi deflagrada para combater o tráfico de drogas, mas especialistas e movimentos sociais que atuam na região criticaram a operação, dizendo que ela não resolve o problema e só atende a interesses econômicos. “Esse tipo de repressão está muito vinculado com uma política higienista e de especulação imobiliária. Esse é um território que está em constante disputa”, disse Aluizio Marino, pesquisador do Lab Cidade, em entrevista à Agência Brasil.

O documento encaminhado à Comissão Interamericana pede que o Estado proteja e assegure os direitos dessa população mais vulnerável que vem sendo deslocada de forma forçada pelo poder público. “A Cracolândia é palco de diversas ações truculentas de segurança com o objetivo central de expulsar dali os seus frequentadores habituais, com destaque para pessoas que fazem uso abusivo de drogas e/ou vivem em situação de rua ou em moradias precárias e, portanto, em extrema vulnerabilidade”, dizem as entidades no documento.

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Esse pedido é um complemento a uma outra solicitação feita no ano passado pelas duas instituições e em que denunciaram o despejo de quase 400 famílias que viviam na antiga região da Cracolândia, na Luz, em São Paulo. “A sistemática violação de direitos das pessoas em situação de rua, o agravamento de violência pela atuação da Guarda Civil Metropolitana e das forças policiais e as remoções e despejos forçados realizados em plena pandemia são todas partes das tentativas reiteradas, forçadas e ilegais, de expulsão das pessoas tidas como ‘indesejáveis’ do território da ‘Cracolândia’, afirmam os signatários do documento. O documento levado à CIDH contém fotos, vídeos e relatos que foram colhidos pela Defensoria no local.

Por ser signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos, o Brasil é sujeito à jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana é seu órgão processante e é responsável por analisar denúncias encaminhadas e determinar eventuais medidas cautelares de urgências.

Nova operação policial

Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar as ações policiais violentas na Cracolândia. Mas, no final da tarde de hoje (19), uma nova operação policial foi deflagrada na região central da capital paulista. Segundo a Polícia Civil, se trata de mais uma etapa da Operação Caronte e da Operação Sufoco para combater o tráfico de drogas. O órgão informou que o objetivo era cumprir 32 mandados de prisão, mas até este momento não foi informado quantas pessoas foram presas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um forte aparato policial e dezenas de pessoas sentadas em frente a policiais.

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Por anos, a Cracolândia era associada a uma aglomeração de pessoas em situação de rua e usuários de drogas que se concentravam na região da Praça Julio Prestes, na Luz. Em março deste ano, eles foram deslocados para a Praça Princesa Isabel, a cerca de 500 metros de distância da Praça Julio Prestes. Mas com a grande operação policial realizada nesta semana na Praça Princesa Isabel, as centenas de pessoas que formam a Cracolândia se dispersaram pelas ruas da região central da capital paulista. Policiais e guardas civis metropolitanos têm acompanhado os grupos de pessoas em situação de rua e buscam dispersá-los, fazendo com que as aglomerações estejam em constante deslocamento pelas ruas do centro.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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