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Como está Xangai após o fim de um lockdown que durou 65 dias

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Como está Xangai após o fim de um lockdown que durou 65 dias
Robin Brant – Da BBC News em Xangai

Como está Xangai após o fim de um lockdown que durou 65 dias

Robin Brant – Da BBC News em Xangai

Deveria durar apenas nove dias: um lockdown com duras restrições contra o coronavírus para mitigar o impacto na economia de Xangai — ao menos era o que dizia a mídia estatal chinesa. Mas o confinamento durou 65 dias.

E agora, depois de mais de dois meses, as restrições estão chegando ao fim.

O alívio é imenso para as 25 milhões de pessoas que vivem em Xangai.

Durante dois meses, muitas famílias viveram juntas a portas fechadas, trabalhadores moraram em tendas dentro de fábricas sem parar de trabalhar, donos de lojas e restaurantes viram seus meios de subsistência serem interrompidos, milhares de pessoas foram forçadas a deixar suas casas e ficar em centros de quarentena.

Tudo isso mesmo com a população vacinada contra covid-19.

Agora Xangai reabre a toda velocidade: negócios, transporte, produção e consumo. Mas as restrições não serão totalmente suspensas.

Loja aberta com pessoas usando máscaras

Getty Images
Lojas podem abrir em Xangai com o fim das restrições

Está havendo uma diminuição significativa das restrições, o que permitirá a liberdade de circulação pela cidade, mas pelos menos 650 mil moradores continuam confinados em suas casas, localizadas em áreas que permanecem classificadas como “fechadas”.

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No entanto, os serviços básicos de transporte foram restabelecidos. As lojas reabriram, embora a maior parte opere com 75% da capacidade.

Os restaurantes também podem voltar a servir comida, mas não é permitido comer em espaços fechados.

Cinemas, museus e academia permanecem fechados. Muitas crianças não voltarão às aulas presenciais.

As liberdades concedidas após mais de dois meses de confinamento vêm com algumas condições.. Essas condições são projetadas para que o governo possa monitorar constantemente quem vai aonde, quando e quão saudável eles estão.

Agora, todos os moradores serão obrigados a exibir um código verde de saúde em seus telefones antes de sair de seus condomínios ou prédios e antes de entrar na maioria dos estabelecimentos.

Profissional de saúde fazendo uma coleta de amostra para teste

Getty Images
Ainda é preciso fazer exames para circular por Xangai

Quem pretende circular pela cidade de transportes públicos ou ir ao banco, restaurante ou mercado deve apresentar um teste PCR negativo de até 72 horas.

Sair da cidade ainda é problemático. Embora a maioria das restrições à movimentação dentro de Xangai tenham sido suspensas, as de deixar a cidade permanecem.

Qualquer residente que viaje para outra cidade na China enfrenta uma quarentena de 7 a 14 dias ao retornar.

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Por enquanto, é mais fácil voar de Xangai para o exterior do que viajar uma hora pelos trilhos em um trem de alta velocidade para Hangzhou.

Sem abandonar a estratégia ‘covid zero’

Para alguns, são medidas duras, mas necessárias, para conter a covid-19 e respeitar a estratégia “covid zero” do presidente Xi Jinping, que, por enquanto, impediu que o vírus que foi detectado no país voltasse com força.

Para outros, esta estratégia tem sido um constrangimento nacional e internacional, alimentado por um entusiasmo político que teve um impacto incalculável nas pessoas que aqui vivem e trabalham.

Cada novo caso confirmado de covid-19 em Xangai significa que os pacientes são levados para um hospital ou centro de quarentena.

Os contatos próximos também enfrentam a possibilidade de ficarem em quarentena e de que a zona onde vivem seja, mais uma vez, confinada.


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Fonte: IG SAÚDE

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Número de estupros de LGBTQIA+ cresceu 88% em 2021

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Os crimes de estupro contra a população LGBTQIA+ cresceram 88,4% entre os anos de 2020 e 2021, revelou hoje (28) o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, documento elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Em números absolutos, o registro dos estupros passou de 95 notificações em 2020 para 179 no ano passado. O número real de casos, no entanto, deve ser ainda maior porque foram computadas apenas as informações fornecidas pelas secretarias de Segurança Pública estaduais e pelas polícias.

O balanço, por exemplo, não computa dados de estados como São Paulo, Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que não forneceram ou não dispõe de informações detalhadas sobre o tema. Além disso, há que se considerar também a subnotificação dos casos já que muitas pessoas não registram a violência das quais foram vítimas.

Na contramão dos dados nacionais que revelaram queda no número de mortes intencionais, os assassinatos de pessoas LGBTQIA+ registraram crescimento de 7,2% no ano passado. Em 2020, o balanço computou 167 homicídios dolosos [intencionais] contra essa população. Em 2021, foram computadas 179 mortes. O número deve ser ainda maior já que diversos estados deixaram de divulgar essas informações.

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Outro crime que também apresentou alta estatística foi a lesão corporal dolosa contra as pessoas LGBTQIA+, que passou de 1.271 notificações para 1.719, um crescimento de 35,2%.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Geral

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