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Covid: Saúde diz que 46 milhões de pessoas não tomaram reforço vacinal

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Covid: Saúde diz que 46 milhões de pessoas não tomaram reforço vacinal
Tânia Rêgo/Agência Brasil – 25.02.2021

Covid: Saúde diz que 46 milhões de pessoas não tomaram reforço vacinal

O Ministério da Saúde fez um levantamento a pedido do GLOBO e concluiu que 46 milhões dos brasileiros adultos ainda não foram aos postos receber as aplicações de terceira dose contra a Covid-19. Estão, portanto atrasados com a conclusão do esquema vacinal — em três etapas — fundamental para barrar a variante Ômicron e suas derivadas.

A pasta ainda diz que outras 17 milhões de pessoas não foram nem, ao menos, receber a segunda dose de imunização contra o coronavírus. Em nota, o Ministério da Saúde diz querer reforçar a importância da população completar o esquema vacinal “para garantir a máxima proteção contra o vírus e conter o avanço de novas variantes”. No mesmo documento, o Ministério da Saúde pede que os municípios, responsáveis por aplicar as doses na população, realizem busca pelos vacinados.

Especialistas alertam que a falta das três doses compromete a resposta imune de quem contrai a Covid-19 em meio a disseminação da variante Ômicron — preocupação que deve ser levada em conta sobretudo em um cenário de alta de casos, como agora, onde o risco de infectar-se é maior. Daí a importância que essas pessoas se apressem para ir aos postos de saúde.

“Precisamos mudar a terminologia. Hoje sabemos que o esquema primário é composto de três doses de vacina. Duas, quando falamos do início da imunização com a vacina da Janssen. Aprendemos que esse esquema é o básico, sobretudo para a variante Ômicron. Não se trata de uma dose somente de reforço, ela é necessária para chegarmos ao nível de proteção requisitado para essa variante”, diz Renato Kfouri, médico pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim).

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Paralelamente ao levantamento do Ministério da Saúde, O GLOBO buscou todos estados brasileiros para saber qual fatia da população ainda não se imunizou com a dose adicional. Em São Paulo — estado em que, nesta semana, os especialistas em saúde voltaram a recomendar a retomada das máscaras por conta de um novo avanço de internações — são 10 milhões de pessoas. Outros 2,7 milhões nem mesmo a segunda dose foram tomar. Em Minas Gerais, são 4,8 milhões que ainda não estenderam o braço para a dose de reforço. E a Bahia, por sua vez, tem 3,5 milhões de faltosos.

O Estado do Rio, porém, não conta com um levantamento próprio de doses faltantes. O ex-secretário de Saúde da cidade do Rio de Janeiro e médico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Daniel Soranz levantou a pedido do GLOBO o número de pessoas na capital com o atraso do reforço. São 1,9 milhão, ele diz, baseado em bancos de dados públicos.

“Estamos em um cenário epidemiológico muito melhor que o anterior devido a alta cobertura vacinal, mas essa proteção não dura para sempre. Se a população não fizer a dose de reforço podemos abrir a chance do retorno de uma situação gravíssima”, afirmou Soranz.

Não faltam vacinas

Se no começo da vacinação a escassez de doses levava ao rodízio das aplicações por idade, apreensão da população no aguardo do no lançamento de calendários do público elegível e demora no avanço da aplicações de doses, agora os estados e o Ministério da Saúde têm doses reservadas aos que demoraram para buscar as agulhadas. Sob a guarda do Ministério da Saúde, por exemplo, são 15 milhões.

A rede de frio – nome dado à organização de freezers para imunização – do estado do Mato Grosso e do Pará, por exemplo, ultrapassam meio milhão de doses acondicionadas cada. Já o estado de Roraima têm 335 mil doses. O estado do Goiás, por sua vez, têm 945 mil doses reservadas. Portanto, os faltosos que desejarem buscar imunização não devem encontrar problemas para receber as doses.

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Os estados ainda esclarecem que, para não perder doses por conta de vencimento do lote, fazem o rodízio de uso, colocando para aplicação as doses próximas ao prazo de expirar, para evitar o disperdício.

Número de faltosos pode ser maior

Médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, Leonardo Weissmann alerta, porém, que o número de faltosos pode ser ainda maior. Isso porque o consórcio dos veículos de imprensa, do qual o GLOBO faz parte, aponta que pouco mais da metade dos brasileiros adultos tomaram doses de reforço. Seguindo a lógica do número disponibilizado pelo Ministério da Saúde – os 46 milhões –, porém, a taxa de adesão seria maior, de 70% dos adultos vacináveis.

Independentemente do quantitativo total de atrasados, Weissmann alerta que é preciso que essas pessoas busquem a vacinação, sobretudo diante de um novo aumento de casos.

“Está claro que a vacina é segura. E é preciso lembrar que a vacina tem o importante papel de reduzir os riscos diante de uma infecção. Além disso, quanto mais gente vacinada, menor é a circulação o vírus’, diz o infectologista.

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Fonte: IG SAÚDE

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DF abre concurso para contratação temporária de brigadistas

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O Instituto Brasília Ambiental (Ibram-DF) abriu inscrições para o processo seletivo simplificado que vai contratar, de forma temporária, 150 brigadistas de combate a incêndios florestais em parque e unidades de conservação da capital do país. As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira (29), na página do Ibram na internet. 

Ao todo, serão seis vagas para supervisores de brigada, 24 para chefes de brigada e 120 vagas de brigadistas de prevenção e combate a incêndios florestais. O cadastro será online e gratuito, e fica aberto até o dia 1° de julho. Haverá ainda a formação de cadastro reserva.

A remuneração mensal para brigadistas é de R$ 2.666,40; para chefes de brigada é de R$ 3.333,00 e para os supervisores de brigada, chega a R$ 3.999,60. Em todos os cargos é exigido diploma ou declaração de participação em curso de Formação de Brigada de Combate a Incêndio Florestal.

Para os cargos de chefe de brigadas e supervisores, é necessário apresentar certificado ou diploma de conclusão do ensino médio e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B ou superior. Para os brigadistas de prevenção e combate a incêndios florestais, um dos pré-requisitos é ser pelo menos alfabetizado. Acesse aqui o edital.

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Ao todo, o Ibram gere 82 unidades de conservação espalhadas pelo DF. Os brigadistas temporários poderão trabalhar ainda em outras áreas e em parceria com o Corpo de Bombeiros.

Até o último dia 6 de junho de 2022, o Programa de Monitoramento de Áreas Queimadas nos Parque e Unidades de Conservação (PROMAQ), do Ibram, registrou um total de 106 ocorrências de incêndio florestais e uma área queimada total de pouco mais de 334 hectares. No ano passado, até outubro, foram 542 ocorrências e 2.324 hectares de área queimada no DF. O período mais crítico para a ocorrência de incêndios é justamente durante a estação seca, que vai de maio até meados de outubro. Os meses de agosto e setembro costumam ser os que registram o maior número de ocorrências. 

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Geral

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