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Paxlovid: como funciona o remédio para Covid-19 aprovado pela OMS

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Paxlovid, medicamento contra a Covid-19
Reprodução: commons – 27/04/2022

Paxlovid, medicamento contra a Covid-19

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o Paxlovid, antiviral desenvolvido pela Pfizer, para pessoas consideradas de risco com casos leves ou moderados de Covid-19. É um dos primeiros remédios desenvolvidos especificamente para combater a infecção do Sars-CoV-2, vírus causador da doença, e reduziu em cerca de 89% as hospitalizações nos estudos clínicos.

Autorizado em uma série de países, como no Brasil, o antiviral teve um parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e agora passa por uma consulta pública, que termina hoje, para receber evidências e contribuições da sociedade sobre sua inclusão na rede pública.

No Brasil, o antiviral ganhou o aval da Anvisa para uso emergencial no fim de março, quando a diretora da agência Meiruze Freitas afirmou que “o mundo aguarda com esperança e urgência por terapias efetivas, de fácil acesso e que permitam o amplo tratamento da Covid-19”.

O remédio é o primeiro aprovado destinado a casos leves para prevenir hospitalização e óbito pela doença. Países como Estados Unidos, Canadá, China, Austrália, Japão, Reino Unido e México, além da agência de medicamentos da Europa, também já deram o sinal verde para o tratamento.

Destinado a pessoas que tenham o risco aumentado de progressão para Covid-19 grave – como idosos, imunossuprimidos e pessoas com comorbidades – o novo medicamento é uma combinação de dois comprimidos que são embalados e administrados de forma conjunta: o nirmatrelvir e o ritonavir. O primeiro, produzido especialmente para o Sars-CoV-2 em tempo recorde, atua inibindo a parte do vírus responsável pela sua replicação dentro do organismo humano.

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“O nirmatrelvir age bloqueando a protease tipo 3C do Sars-CoV-2, uma enzima usada pelo vírus no seu ciclo de replicação, evitando assim a progressão da infecção da Covid-19 no corpo humano”, explica o infectologista José Valdez Madruga, líder de estudos clínicos do CRT-DST/AIDS, em São Paulo, um dos centros de estudos do antiviral no Brasil.

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Ele explica que o nirmatrelvir é administrado junto ao ritonavir – um outro medicamento que é usado para inibir o sistema de metabolização de remédios no fígado e fazer com que o novo antiviral permaneça mais tempo no organismo e tenha uma atuação mais forte. O ritonavir já é utilizado no combate a outros vírus, como o HIV, pelo seu efeito potencializador dos tratamentos.

As pesquisas com o Paxlovid começaram no mundo em março de 2021 espalhadas por países como EUA, Brasil, Hungria, Japão, Coreia do Sul, Malásia, México, Polônia, Porto Rico, Tailândia e Turquia. Os primeiros resultados, publicados na revista científica The New England of Journal Medicine no último dia 14, mostraram uma eficácia do tratamento de 89% para reduzir hospitalizações por Covid-19 em adultos de grupo de risco que não haviam sido vacinados ou previamente infectados pela doença.

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Segundo a Anvisa, a indicação é que o tratamento comece o quanto antes após um diagnóstico positivo para a Covid-19, no prazo máximo de cinco dias após o início dos sintomas. A administração do remédio, que depende de prescrição médica, dura também um período de cinco dias.

Para Valdez Madruga, a incorporação do medicamento ao SUS é importante e pode ajudar a reduzir ainda mais os quadros graves de Covid-19 no país. Ele destaca que, embora os estudos clínicos responsáveis pelos resultados tenham ocorrido em uma fase anterior da pandemia, a expectativa é que o tratamento siga eficaz contra novas formas do vírus causador da doença.

“Os estudos foram realizados antes do surgimento da variante Ômicron, mas possivelmente o medicamento tem sim efeito para ela e outras variantes”, diz o infectologista.

Segundo a Pfizer, testes laboratoriais conduzidos em janeiro mostraram que o antiviral continuou eficaz em combater a replicação do vírus em sua mutação mais recente, a Ômicron. Em nota, a farmacêutica afirmou que o tratamento “tem o potencial de manter concentrações de plasma muito superiores à quantidade necessária para evitar que a variante se replique nas células”.

Fonte: IG SAÚDE

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Defensoria Pública denuncia violência de ação policial

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A Defensoria Pública de São Paulo e a organização não-governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos encaminharam nesta semana à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) um pedido de proteção para a população em situação de rua e de usuários de drogas que vive na chamada Cracolândia, na capital paulista. As entidades solicitam que a CIDH intervenha junto ao governo estadual paulista para evitar novas ações policiais violentas na Cracolândia, como a que está se repetindo hoje (19).

O pedido cautelar ocorre após a morte de Raimundo Nonato Fonseca Junior, de 32 anos, que foi baleado logo após uma operação policial  realizada no dia 11 de maio, na Praça Princesa Isabel, na região central da capital. Segundo os policiais, a ação foi deflagrada para combater o tráfico de drogas, mas especialistas e movimentos sociais que atuam na região criticaram a operação, dizendo que ela não resolve o problema e só atende a interesses econômicos. “Esse tipo de repressão está muito vinculado com uma política higienista e de especulação imobiliária. Esse é um território que está em constante disputa”, disse Aluizio Marino, pesquisador do Lab Cidade, em entrevista à Agência Brasil.

O documento encaminhado à Comissão Interamericana pede que o Estado proteja e assegure os direitos dessa população mais vulnerável que vem sendo deslocada de forma forçada pelo poder público. “A Cracolândia é palco de diversas ações truculentas de segurança com o objetivo central de expulsar dali os seus frequentadores habituais, com destaque para pessoas que fazem uso abusivo de drogas e/ou vivem em situação de rua ou em moradias precárias e, portanto, em extrema vulnerabilidade”, dizem as entidades no documento.

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Esse pedido é um complemento a uma outra solicitação feita no ano passado pelas duas instituições e em que denunciaram o despejo de quase 400 famílias que viviam na antiga região da Cracolândia, na Luz, em São Paulo. “A sistemática violação de direitos das pessoas em situação de rua, o agravamento de violência pela atuação da Guarda Civil Metropolitana e das forças policiais e as remoções e despejos forçados realizados em plena pandemia são todas partes das tentativas reiteradas, forçadas e ilegais, de expulsão das pessoas tidas como ‘indesejáveis’ do território da ‘Cracolândia’, afirmam os signatários do documento. O documento levado à CIDH contém fotos, vídeos e relatos que foram colhidos pela Defensoria no local.

Por ser signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos, o Brasil é sujeito à jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana é seu órgão processante e é responsável por analisar denúncias encaminhadas e determinar eventuais medidas cautelares de urgências.

Nova operação policial

Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar as ações policiais violentas na Cracolândia. Mas, no final da tarde de hoje (19), uma nova operação policial foi deflagrada na região central da capital paulista. Segundo a Polícia Civil, se trata de mais uma etapa da Operação Caronte e da Operação Sufoco para combater o tráfico de drogas. O órgão informou que o objetivo era cumprir 32 mandados de prisão, mas até este momento não foi informado quantas pessoas foram presas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um forte aparato policial e dezenas de pessoas sentadas em frente a policiais.

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Por anos, a Cracolândia era associada a uma aglomeração de pessoas em situação de rua e usuários de drogas que se concentravam na região da Praça Julio Prestes, na Luz. Em março deste ano, eles foram deslocados para a Praça Princesa Isabel, a cerca de 500 metros de distância da Praça Julio Prestes. Mas com a grande operação policial realizada nesta semana na Praça Princesa Isabel, as centenas de pessoas que formam a Cracolândia se dispersaram pelas ruas da região central da capital paulista. Policiais e guardas civis metropolitanos têm acompanhado os grupos de pessoas em situação de rua e buscam dispersá-los, fazendo com que as aglomerações estejam em constante deslocamento pelas ruas do centro.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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