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Trecho duplicado da BR-101/BA vai facilitar escoamento da produção industrial de Feira de Santana

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O escoamento da produção do polo industrial, das fábricas de grande porte e das plantações de eucalipto para indústria de celulose e carvão vegetal na região de Feira de Santana (BA) será diretamente beneficiado com um novo trecho duplicado da BR-101/BA na divisa com o Sergipe. O Governo Federal, por meio do Ministério da Infraestrutura, liberou o segmento na segunda-feira (25/04).

Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizaram serviços de terraplanagem, subleito em solo, sub-base em solo cimento e solo-brita-cimento, pavimento, pista e acostamento, drenagem superficial e profunda, obras de arte especiais com restauração e finalização de implantação de pontes e obras complementares com implantação de defensas metálicas, cercas e defensas do tipo New Jersey.

No total, o Governo Federal vai investir R$ 1,1 bilhão nas obras de duplicação da BR-101/BA, que está dividida em quatro lotes. “A gente sabe que o esforço do governo em entregar obras neste tipo de qualidade traz durabilidade também. E nós vamos continuar trabalhando por um Brasil cada vez mais competitivo e mais forte”, destacou o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, ressaltando que já foram mais de 70 quilômetros entregues desde o início do empreendimento.

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A BR 101/BA tem 165,4 quilômetros de extensão e liga o norte e nordeste do Brasil, por meio da divisa entre os estados da Bahia e Sergipe. A duplicação do segmento garante maior e melhor fluidez no tráfego, segurança, conforto aos usuários e consequentemente a redução de acidentes. Além disso, deve atrair novas empresas devido à logística e infraestrutura, gerando novas oportunidades de empregos e um maior desenvolvimento econômico para a região.

Requeijão

Na Bahia, o ministro Marcelo Sampaio fez uma visita técnica às obras de duplicação da BR-116/BA. O segmento vistoriado contempla parte da sexta parte, entre Feira de Santana e Santa Bárbara. Com 420 quilômetros de extensão, a obra tem investimento estimado de R$ 491,2 milhões. O objetivo das intervenções é auxiliar no desenvolvimento regional e na redução de acidentes.

A BR-116 é uma das principais rodovias brasileiras, tratando-se de um dos principais corredores rodoviários para o transporte de carga e fluxo de veículos entre a Região Nordeste e as Regiões Sudeste e Sul. A obra vai beneficiar diretamente os moradores de Santa Bárbara, cidade conhecida pela produção de requeijão. Além disso, a rodovia é fundamental para interiorizar a logística do país, em especial o Nordeste, onde opera como principal corredor de integração.

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Com informações do Ministério da Infraestrutura.

 

Fonte: Brasil.gov

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Defensoria Pública denuncia violência de ação policial

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A Defensoria Pública de São Paulo e a organização não-governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos encaminharam nesta semana à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) um pedido de proteção para a população em situação de rua e de usuários de drogas que vive na chamada Cracolândia, na capital paulista. As entidades solicitam que a CIDH intervenha junto ao governo estadual paulista para evitar novas ações policiais violentas na Cracolândia, como a que está se repetindo hoje (19).

O pedido cautelar ocorre após a morte de Raimundo Nonato Fonseca Junior, de 32 anos, que foi baleado logo após uma operação policial  realizada no dia 11 de maio, na Praça Princesa Isabel, na região central da capital. Segundo os policiais, a ação foi deflagrada para combater o tráfico de drogas, mas especialistas e movimentos sociais que atuam na região criticaram a operação, dizendo que ela não resolve o problema e só atende a interesses econômicos. “Esse tipo de repressão está muito vinculado com uma política higienista e de especulação imobiliária. Esse é um território que está em constante disputa”, disse Aluizio Marino, pesquisador do Lab Cidade, em entrevista à Agência Brasil.

O documento encaminhado à Comissão Interamericana pede que o Estado proteja e assegure os direitos dessa população mais vulnerável que vem sendo deslocada de forma forçada pelo poder público. “A Cracolândia é palco de diversas ações truculentas de segurança com o objetivo central de expulsar dali os seus frequentadores habituais, com destaque para pessoas que fazem uso abusivo de drogas e/ou vivem em situação de rua ou em moradias precárias e, portanto, em extrema vulnerabilidade”, dizem as entidades no documento.

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Esse pedido é um complemento a uma outra solicitação feita no ano passado pelas duas instituições e em que denunciaram o despejo de quase 400 famílias que viviam na antiga região da Cracolândia, na Luz, em São Paulo. “A sistemática violação de direitos das pessoas em situação de rua, o agravamento de violência pela atuação da Guarda Civil Metropolitana e das forças policiais e as remoções e despejos forçados realizados em plena pandemia são todas partes das tentativas reiteradas, forçadas e ilegais, de expulsão das pessoas tidas como ‘indesejáveis’ do território da ‘Cracolândia’, afirmam os signatários do documento. O documento levado à CIDH contém fotos, vídeos e relatos que foram colhidos pela Defensoria no local.

Por ser signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos, o Brasil é sujeito à jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. A Comissão Interamericana é seu órgão processante e é responsável por analisar denúncias encaminhadas e determinar eventuais medidas cautelares de urgências.

Nova operação policial

Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar as ações policiais violentas na Cracolândia. Mas, no final da tarde de hoje (19), uma nova operação policial foi deflagrada na região central da capital paulista. Segundo a Polícia Civil, se trata de mais uma etapa da Operação Caronte e da Operação Sufoco para combater o tráfico de drogas. O órgão informou que o objetivo era cumprir 32 mandados de prisão, mas até este momento não foi informado quantas pessoas foram presas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um forte aparato policial e dezenas de pessoas sentadas em frente a policiais.

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Por anos, a Cracolândia era associada a uma aglomeração de pessoas em situação de rua e usuários de drogas que se concentravam na região da Praça Julio Prestes, na Luz. Em março deste ano, eles foram deslocados para a Praça Princesa Isabel, a cerca de 500 metros de distância da Praça Julio Prestes. Mas com a grande operação policial realizada nesta semana na Praça Princesa Isabel, as centenas de pessoas que formam a Cracolândia se dispersaram pelas ruas da região central da capital paulista. Policiais e guardas civis metropolitanos têm acompanhado os grupos de pessoas em situação de rua e buscam dispersá-los, fazendo com que as aglomerações estejam em constante deslocamento pelas ruas do centro.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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