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Varíola dos Macacos: Nova York começa a vacinar homossexuais

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Varíola dos macacos
Reprodução/CNN Brasil – 17.06.2022

Varíola dos macacos

Na tentativa de conter o número crescente de casos da varíola dos macacos, Nova York começou nesta quinta-feira, 23, a vacinar homens homossexuais e bissexuais, com 18 anos ou mais, que tiveram múltiplos parceiros sexuais nos últimos 14 dias e que, consequentemente, estão com “alto risco” de pegar a doença. A cidade já contabiliza mais de 30 casos da enfermidade, sendo a maioria detectada dentro do grupo LGBT.

Antes, assim como em outras jurisdições americanas, a cidade só oferecia o imunizante a pessoas que tiveram contato próximo com infectados ou a pacientes com o resultado positivo para a doença. O imunizante utilizado é a Jynneostm, ou Jynneos, em um esquema de duas doses, com intervalo de 28 dias. O departamento de saúde americano destacou que ser vacinado logo após uma exposição reduz o risco de desenvolver a doença.

Por enquanto, apenas uma clínica faz a aplicação da vacina na cidade. A Chelsea Sexual Health Clinic recebeu cerca de mil doses. A fila na entrada do local na hora da abertura nesta quinta-feira já tinha mais de 100 pessoas. Após três horas, Nova York foi obrigada a suspender as consultas por conta da alta demanda. A clínica agora só atende com hora marcada, sendo que até segunda-feira, 27, não há mais horários disponíveis. As autoridades de saúde esperam disponibilizar mais vagas “em breve”.

A vacinação ocorre pouco dias antes das comemorações do Orgulho LGBT na cidade, que estima atrair cerca de dois milhões de pessoas para as ruas de Nova York.

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Na terça-feira, 21, o Reino Unido já havia anunciado a recomendação de vacinação de homens gays e bissexuais por serem o grupo de “maior risco de exposição ao vírus”. O imunizante escolhido foi o mesmo – mas na Europa ele é chamado de Imvanex e foi licenciado previamente apenas para combater a varíola (smallpox).

Estudos apontam que a vacinação prévia contra a varíola pode ser eficaz contra a varíola dos macacos em até 85%, visto que ambos os vírus pertencem à mesma família e, portanto, existe um grau de proteção cruzada devido à homologia genética entre eles. Porém, a doença foi erradicada há mais de 40 anos e não existe atualmente vacinas disponíveis para o público em geral.

Os Estados Unidos já detectou um total de 156 casos do vírus em todo o país em quase metade de seus estados. A cidade de Nova York tem o maior surto de qualquer metrópole em todo o país. Em nível estadual, a Califórnia tem o maior surto com 40 casos, seguido pelo estado de Nova York e Illinois com 19.

Transmissão e prevenção A doença é transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Esse contato pode ser por abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias próximas e por tempo prolongado.

Para se prevenir é preciso evitar o contato próximo ou íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado. É importante evitar o contato com qualquer material como roupas de cama, acessórios e vestimentas, que tenham sido utilizadas pelo enfermo e, claro, higienizar bem as mãos lavando-as com água e sabão, além do uso do álcool em gel em seguida.

Em caso de sintomas, os especialistas orientam a busca pelo serviço médico o mais rápido possível, assim como na situação de contato com pessoas sintomáticas.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele encontradas principalmente no rosto, nas mãos, nos pés e na boca. O período de incubação do vírus é longo, geralmente de 6 a 13 dias, mas podendo variar de 5 a 21 dias, o que pode levar a uma demora para o surgimento dos sinais. A doença costuma apresentar um quadro leve, e as manifestações desaparecem sozinhas dentro de duas a três semanas.

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Fonte: IG SAÚDE

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Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres

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Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres
Viktor Forgacs / Unsplash

Alerta ligado: Vírus da pólio é encontrado em Nova York e Londres

As autoridades de saúde da cidade de Nova York informaram, nesta sexta-feira, ter encontrado amostras do poliovírus, causador da poliomielite, no esgoto do município. A identificação foi quase duas semanas depois de o Estado de Nova York ter detectado a presença do patógeno no esgoto de Rockland, outra cidade da região.

Segundo os órgãos oficiais, isso indica que o vírus está circulando nesses locais. Em meados de julho, foi confirmado o primeiro caso da doença no país em quase uma década, em um homem adulto não vacinado e que desenvolveu um quadro de paralisia.

Londres, no Reino Unido, também vive um alerta para a disseminação da pólio, também conhecida como paralisia infantil. A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) disse ter encontrado um total 116 vírus da doença em 19 amostras coletadas do esgoto da capital entre fevereiro e julho.

A preocupação com a transmissão do patógeno levou o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização britânico a orientar uma dose de reforço da vacina para todas as crianças entre 1 e 9 anos de idade.

“Isso garantirá um alto nível de proteção contra a paralisia e ajudará a reduzir a propagação do vírus”, disse a agência em comunicado Israel, que apresentou uma série de infecções no início do ano, também direcionou esforços para ampliar a baixa imunização no país.

Em Nova York, as autoridades pediram que todas as pessoas, adultos ou crianças, que não tenham se vacinado, busquem postos de saúde para se proteger da doença.

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No estado americano, quase 80% das pessoas foram vacinadas. A propagação do vírus representa um risco para pessoas não vacinadas, uma vez que a vacina contra a poliomielite é quase 100% eficaz em pessoas que foram totalmente imunizadas.

“O risco para os nova-iorquinos é real, mas a defesa é tão simples: vacinar-se contra a pólio. Com a poliomielite circulando em nossas comunidades, simplesmente não há nada mais essencial do que vacinar nossos filhos para protegê-los desse vírus, e se você é um adulto não vacinado ou vacinado incompletamente, escolha agora para receber a vacina. A pólio é totalmente evitável e seu reaparecimento deve ser um chamado à ação para todos nós”, afirma o secretário de Saúde da cidade de Nova York, Ashwin Vasan.

Brasil também em alerta

O combate à pólio é considerado uma emergência internacional de saúde pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença é erradicada no Brasil desde 1994, mas ameaça retornar devido às baixas coberturas vacinais. Segundo dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), apenas cerca de 47% do público-alvo foi imunizado neste ano. O percentual não atinge os 95% desejados pelo Ministério da Saúde desde 2015. No ano passado, alcançou apenas 70% das crianças.

O esquema de imunização no Brasil é composto de cinco doses, as três primeiras com a vacina de vírus inativada aos 2, 4 e 6 meses de idade, aplicadas por injeção. Depois, entre os 15 e os 18 meses de idade, é feito o primeiro reforço com a vacina de vírus atenuado, a famosa gotinha. Aos 4 anos de idade, é realizado o segundo, e último, reforço, também por via oral.

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Na última segunda-feira, o ministério deu início à campanha de vacinação contra a doença para incentivar que os pais levem seus filhos para se proteger do vírus. A mobilização vai até o dia 9 de setembro, e envolve ainda um esforço para aplicar as demais vacinas que compõem o calendário da criança e do adolescente, como tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e HPV.

“Faço um apelo a todos os pais e mães, avós e avôs para que levem as crianças da sua família para as mais de 38 mil salas de vacinação do país. Não faltam vacinas, elas estão aí e elas só têm um dono: o povo brasileiro. Temos que imunizar 15 milhões de crianças contra a pólio”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o evento de lançamento da campanha em São Paulo, no último domingo.

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Fonte: IG SAÚDE

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