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Por Karla Lopes entrevista CAPITAL EM FOCO entrou no clima do Carnaval e acompanhou o “Suvaco da Asa” em sua concentração na Funarte, neste sábado, 08 de fevereiro. Acompanhamos os bastidores com um pessoal animado e focado em realizar um carnaval alegre e acessível. Abaixo a entrevista com uma das fundadoras do Bloco que este ano celebra 15 anos de existência e com energia para muito mais: Ana Paixão é jornalista e  uma das fundadoras da casa. Ana Paixão: “Suvaco“ nasceu em 2006 de um grupo de amigos que ama o carnaval de Recife, que adora o Carnaval de Pernambuco, que estava saudoso o Carnaval e  demorando se juntou, 11 amigos e fizeram um bloco para brincar. Amigos, amigos e amigos…né? A maioria era pernambucano, mas tem brasiliense, tem gente do Pará. E como em Brasília é esse caldeirão de tudo quanto é canto, juntou e fez, e desde então, a gente tenta, a gente se chama de embaixadores. Um dos embaixadores do carnaval é pernambucano fora do Estado né? Em Brasília, porque é um carnaval que todo mundo brinca, que é de graça, muitos usando fantasia famílias, pessoas das mais diversas classes!. Então assim, a base nasceu em 2006, um grupo de amigos, muito amigos, fãs e saudosos do carnaval de Recife, resolveram fazer um bloco, né? Para brincar, chamar amigos… hoje é o 15º desfile, e tem gente do país inteiro, tem gente que saiu de Brasília, que não mora mais em Brasília…” CAPITAL EM FOCO : Como é essa sensação de debutar no Carnaval? Ana Paixão: Olha, é uma alegria super grande porque a gente fez uma coisa super singela sem grandes alardes. CAPITAL EM FOCO : Vocês não esperavam que fossem chegar nesses 15 anos? Ana Paixão: Jamais, a gente quis fazer uma folia nossa, era uma coisa de quintal, fazendo no Cruzeiro, no Sudoeste, onde a gente morava. Era super sem pretensão, era despretensioso, irreverente e brincalhão. E fomos o primeiro bloco de rua de pré-carnaval de Brasília, não tinha nenhum, hoje…tem mais de 200. CAPITAL EM FOCO : Vocês se intitulam o maior pré-carnaval do mundo de Brasília… Ana Paixão: E a gente acabou virando pioneiro e abriu espaço para que outras pessoas viessem. Outros: “A gente pode fazer também o nosso!”  Então , só no pré-carnaval de Brasília, tem mais de 200 blocos. Em 2006 quando a gente começou não tinha … não tinha nenhum.. CAPITAL EM FOCO : Era meio precário…eram uma coisa mais precária, não tinha muita gente, era um público menor? Ana Paixão: Não era tradição passar um Carnaval em Brasília, as pessoas saiam, muita gente do Nordeste, Rio, iam para suas cidades, com seus familiares. E no Carnaval, o “Suvaco ” tava vazio, isso porque a gente sai 15 dias antes. A gente sai uma vez no ano, 15 dias antes, porque realmente as pessoas ainda saem, mas a gente acabou sem querer criando uma cultura também de: vamos nos fantasiar, vamos tomar conta das ruas, das praças, a praça é do povo, não é de ninguém, não é do Poder Público, é nosso. O Poder Público é super parceiro, a estrutura de fechar trânsito, de ter segurança, ter policiamento, para que as pessoas possam vir, é super importante… CAPITAL EM FOCO: Gera renda também? Ana  Paixão: Gera renda, e o Poder Público aos poucos percebe isso. Mas quando a gente faz, a gente faz assim qualquer um pode fazer, pode fazer na frente da tua casa, na pracinha, embaixo do bloco, pega uma autorização ali do condomínio, da quadra, da rua,  a gente pega um monte de autorização para sair, e enfim, então… É muito gratificante você ver pessoas que são apaixonadas pelo carnaval assim Várias não moram na cidade hoje né?Por que Brasília é uma cidade, que até por ser sede do governo, pela dinâmica de sede administrativa, muitas pessoas vem e vão embora… eu sou brasiliense, somos 4 brasilienses, só, entre os fundadores, a gente fica, mas muita gente vai e volta. Então a gente fica e a diretoria do “Suvaco“ vem e volta e participa e tem um elo que eu acho que é infinito, então a gente nem imaginava que tivesse, então chegar a 15 anos não, porque desde o primeiro ano a gente faz desfile, então chegar ao 15º desfile é uma alegria fenomenal. CAPITAL EM FOCO: Em 2015 vocês tiveram um público de 100 mil foliões. Isso se repetiu nos últimos anos? Ana Paixão: A gente teve que sair do Cruzeiro – Sudoeste Econômico, as ruas não comportavam, então a gente veio pra Funarte, em 2006, para o Eixo Monumental que tem uma área ampla, cabe mais gente. Eu acho que depois disso a gente chegou a 80/100 mil. A gente nunca mais repetiu, a gente nunca mais repetiu os 100 mil. Mas nunca foi nosso objetivo, chegar a uma coisa tão enorme, né? Porque é isso, a gente quer que as pessoas , cada um faça o seu carnaval, junte seus amigos, se fantasie, faça seus mini blocos dentro do bloco, e junte todo mundo, ne? Ah! junta seus amigos e vem pro bloco ou faça o seu. A ideia era fomentar. Então assim, chegar a uma meta de 100 mil e daí passar, não, inclusive chegar a 100 mil. E realmente foi muito difícil 100 mil, a gente não conseguia voltar com a orquestra, se locomover, mas é muito legal ver que as pessoas compraram esse barato né? CAPITAL EM FOCO: E vocês conseguem gerar emprego, renda para muitas pessoas nesse período? Ana  Paixão: Ah! com certeza, por quê. Olha, só hoje, que a gente tem 7 atrações musicais para comemorar esse 15º desfile, para a gente debutar, são 7 atrações musicais, são mais de 120 músicos envolvidos, cada orquestra, oficina percussiva, oficina lúdica que está aqui desde as 10 da manhã com o “Suvaquinho“e a tarde no “Suvaco da Asa”. Somando todo mundo são só de músicos envolvidos são 120, mais holding, técnicos de palco, iluminação, pessoal da limpeza, galera do bar. Enfim, a gente não tem dúvida que Carnaval é economia também, é alegria, é felicidade, mas também é geração de emprego e renda. Eu acho que quando o poder público entender que a gente não é um estorvo, não suja a rua, não é só sei lá… CAPITAL EM FOCO: – Não é bagunça… Ana Paixão: Tem muita gente que bagunça, não é! É alegria, é sanidade mental, uma vez no ano a gente esquece os problemas e foca na alegria e no amor, um pelo outro, quer estar com os amigos mais próximos, mas também gerar emprego, também gerar renda. Isso que eu estou falando dos músicos, dos mais de 120 músicos, trabalhando, é só diretamente ligado. Agora tem os vendedores ambulantes, os catadores de material reciclável. Então, tem uma economia importante. CAPITAL EM FOCO: Tem a sociedade civil, temos PMs, temos Bombeiros, tem todo um apoio, um aparato para vocês curtirem na boa, né? Ana Paixão: Sim. CAPITAL EM FOCO: Uma última pergunta: Como é o ”Suvaco” Acessível? Uma coisa que a gente observou e achou muito interessante, vocês têm Libras, uma pessoa intérprete de Libras. Vocês tem um palco para quem não consegue se locomover, banheiros para todos.. Ana Paixão: A gente sempre fez questão de mostrar que Carnaval é para todo mundo, você não precisa comprar um abadá, você não precisa ter uma fantasia mais luxuosa do mundo, você comprar um ingresso para escola de samba, embora a gente respeite todas as manifestações, mas o carnaval de rua significa que você tem que ter um banheiro acessível para pessoas com deficiência. A gente tem intérprete de libras. A gente tem um palco que vibra, então os surdos ficam na frente no palco, então eles conseguem pegar a vibração do “Suvaco”. Tem uma área para cegos, gestantes, pessoas com dificuldade de locomoção, crianças, cadeirantes, enfim, tudo isso a gente contempla. A gente fala que monta uma arena, porque não é só quem pode pular, todo mundo pode pular. A música é algo que fala ao coração de cada um. A Cultura, a arte, fala para o coração de todo mundo, e cada um pode se expressar. A gente faz questão de garantir, é para todas as famílias, todos os modelos de famílias, é para as pessoas solteiras que querem namorar, querem paquerar, com respeito, sem abuso, sem assédio, e é para quem pode pular, quem pode dançar , quem pode vibrar com a música, quem pode gesticular, todo mundo. CAPITAL EM FOCO : CAPITAL EM FOCO agradece muito a sua entrevista! Então, vamos pular! Ana Paixão: Imagina, vamos aproveitar! E é sempre 15 dias antes do sábado de carnaval. Em um único sábado, estamos nós aqui. CAPITAL EM FOCO : Bora Suvacar!

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FOCO NAS NOTÍCIAS

FOCO NAS NOTÍCIAS – Governo Federal institui Programa de emprego e capacitação voltado para mulheres e jovens.

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Foto: Presidente Jair Bolsonaro e a Deputada Federal Celina Leão/PP

Foto: Deputada Federal Celina Leão/PP

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (4), Medida Provisória que institui programa voltado à inserção e à manutenção das mulheres e jovens no mercado de trabalho e Decreto que visa criar 100 mil novas vagas de aprendizagem profissional e contribuir para melhorar a qualificação e a empregabilidade dos jovens. A ação faz parte do Programa Renda e Oportunidade (PRO), uma série de medidas lançadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência para alavancar a retomada do emprego e da economia no País.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, destacou os 2 milhões e 700 mil novos empregos criados em 2021 no Governo do presidente Jair Bolsonaro, “o maior número dos últimos 10 anos. E somente no primeiro trimestre de 2022 já são mais de 600 mil novos empregos e podemos sonhar que até o final de 2022 a gente consiga superar todas as expectativas”.
O novo programa cria uma série de medidas para impulsionar as boas práticas na promoção da empregabilidade das mulheres, como a flexibilização do regime de trabalho, a qualificação em áreas estratégicas para ascensão profissional e apoio a mulheres no retorno ao trabalho após a licença maternidade. Ao grupo feminino, a MP prevê a implementação de várias medidas de apoio à parentalidade na primeira infância – via reembolso creche ou a liberação de valores do FGTS para auxílio no pagamento de despesas e manutenção ou subvenção de instituições de educação infantil pelos Serviços Sociais.
Será ainda incentivada a flexibilização do regime de trabalho dos pais após o término da licença maternidade, para apoio às mulheres no retorno ao trabalho nesse período, tais como a implantação do regime de tempo parcial e compensação de jornada por meio de banco de horas, além da jornada de 12 horas trabalhadas por 36 horas ininterruptas de descanso, quando a atividade permitir, além da antecipação de férias e flexibilização do horário de entrada e de saída.
O programa foca na empregabilidade das mulheres, especialmente aquelas que sofrem impacto direto da maternidade – até os cinco anos de idade dos filhos – no que se refere à capacidade de inserção, permanência e progressão no mercado de trabalho. Também institui o “Selo Emprega + Mulher”, para promover nas empresas a adoção de boas práticas na contratação, ocupação de postos de liderança e a ascensão profissional de mulheres.

Foto: Deputada Federal Celina Leão/PP

Na solenidade de assinatura foi convidada a discursar pelo Presidente da República, Jair Bolssonado, a coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, a deputada federal, Celina Leão. Em seu discurso Celina Leão, a deputada quebrou o protocolo e iniciou cumprimentando as mulheres presentes, a primeira dama Michelle Bolsonaro.

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Em seu discurso, a parlamentar Celina Leão, ressaltou que , em sua legislatura, aprovou 162 leis voltadas às mulheres (algumas ainda tramitando no Senado).  Jair Bolsonaro sancionou 66 delas, ato nunca feito antes por outro presidente. Sancionando inclusive, leis de autoria de deputadas da oposição, reconhecendo o trabalho da bancada feminina sem discriminação.

“A medida provisória, revoluciona a questão de como o Estado olha a parentalidade responsiva, situações onde o homem também poderá desfrutar da licença maternidade, saque do FGTS para pagamento de creche entre várias outras ações progressistas. “, afirmou Celina Leão.

Foto: Deputada Federal Celina Leão/PP

Para os jovens, o programa busca aumentar as oportunidades de formação e de inclusão produtiva do adolescente e do jovem por meio da aprendizagem profissional. Foram criadas 100 mil novas vagas de aprendiz e foi instituído o Projeto Nacional de Incentivo à Contratação de Aprendizes, por meio do qual as empresas participantes terão benefícios para regularizarem o cumprimento da cota de aprendizagem, com uma estimativa de contratação de 250 mil adolescentes e jovens ainda este ano.
Também foram estabelecidas medidas para incluir mais adolescentes e jovens vulneráveis na aprendizagem, com prioridade para o público do Auxílio Brasil, adolescentes em acolhimento institucional, aqueles provenientes do trabalho infantil, entre outros. A MP e o Decreto trazem ainda medidas para melhorar a formação do aprendiz e para integrar a aprendizagem profissional ao novo ensino médio da rede pública de ensino, contribuindo para que os adolescentes e jovens permaneçam na escola enquanto são qualificados e ingressam no mercado de trabalho. A MP amplia também o prazo máximo da aprendizagem de dois para três anos e cria incentivos para que as empresas efetivem os aprendizes em contratos de trabalho por tempo indeterminado após a conclusão do programa de aprendizagem.

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Fonte: ascom Ministerio do trabalho e previdência

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