BRASÍLIA

GERAL

Foco Opiniões / – Republiqueta de Commodities

Publicados

GERAL

Por Denis Farias A guerra comercial entre os EUA e a China parece que está chegando ao fim. O acordo prevê a compra de mais de 2 bilhões em produtos norte-americanos pelos chineses. Isso pode repercutir de forma negativa na economia brasileira. Pode provocar um recuo inicial de aproximadamente 10 milhões de toneladas da soja brasileira, exportada para o gigante asiático. O agronegócio já deve se preparar para esse desafio. No Pará a Soja já alcançou algo em torno de 30%, do valor total exportado pelo Estado. Portanto, a curto prazo, os empresários desse setor devem pensar em estratégias, para superar a queda que se avizinha, e ir em busca de novos mercados. O problema é muito maior e mas antigo. Desde quando o Brasil foi colonizado, servia como fornecedor de produtos primários, pau-brasil e café para a Metrópole. Já passamos pela fase da cana-de-açúcar, do ouro, e do café. Algo mudou depois da pseudoindependência, até chegarmos a proclamação da República? Hoje a palavra do momento são as Commodities, que a tradução livre do inglês significa “mercadorias”. No mercado, o termo se refere a produto básico, em estado bruto ou com baixo grau de transformação. São mercadorias com pouco valor agregado, e quase sem diferenciação. Podem ser negociadas globalmente, sob uma mesma categoria. Os principais produtos brasileiros classificados hoje como commodities são a soja, minério de ferro, petróleo, frango in natura e açúcar. Foto:https://financeone.com.br O leitor já deve ter percebido que a base da economia brasileira não mudou nada, desde a época do Brasil-Colônia. Desde o século 19 o Brasil é o maior produtor mundial e exportador de grãos de café. Mas o maior exportador de café industrializado é a Alemanha, que não possui um pé de café. Cerca de 75% da soja produzida no país é destinada ao mercado externo, enquanto as exportações de derivados de soja, que possuem maior valor agregado, caem ano a ano. Não existe nenhum país desenvolvido que seja basicamente exportador de commodities. Mas existem países ricos e desenvolvidos, que são fornecedores de máquinas e equipamentos, para a industrialização de produtos primários. O minério de ferro, que é o insumo utilizado para produzir aço, é um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Por outro lado, a balança comercial dos setores que possuem o aço como principal matéria-prima, como automóveis, máquinas, equipamentos etc. é totalmente deficitária. Para piorar a situação, falta incentivo aos investimentos. O câmbio atual, a taxa de juros mais alta do mundo, o custo Brasil, a alta carga tributária, e a ineficiência em nossa infraestrutura, impõem à indústria brasileira de transformação, enorme perda de competitividade. Isso pode vir a resultar na extinção da indústria, que produz bens de alto valor agregado e conteúdo tecnológico. Nossos governantes devem reformular a atual política macroeconômica, e projetar que tipo de país nós queremos, e quais serão os efeitos desta política a médio e longo prazo.  Temos que pensar e agir de forma grandiosa para vir a ser, de fato, um país do futuro, que gera e distribui riquezas, que educa e cuida da saúde do seu povo. Nunca seremos um país desenvolvido sem uma indústria de transformação forte. Nunca o Estado Brasileiro irá promover o bem-estar público, se não incentivar a exportação de bens manufaturados,juntamente com a venda de matéria-prima, de commodities para o mercado externo. O Brasil está indo na contramão, do que os países ricos e desenvolvidos fizeram e continuam fazendo, há mais de dois séculos. É possível mantermos a venda decommodities e criarmos uma indústria de transformação forte. O governo precisa implementar medidas em caráter emergencial, para não perdermos a maior, e talvez única, oportunidade da nossa história, para fazer do Brasil uma nação desenvolvida. Seremos eternamente uma colônia pobre, uma republiqueta de Commodities?? Denis Farias é advogado, Presidente da Comissão de Desenvolvimento Sustentável. www.denisfarias.com

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  FOCO NA EDUCAÇÃO!Contagem regressiva para um dos maiores programas de ensino mediado do país.
Propaganda

FOCO NAS NOTÍCIAS

FOCO NAS NOTÍCIAS – Governo Federal institui Programa de emprego e capacitação voltado para mulheres e jovens.

Publicados

em

Foto: Presidente Jair Bolsonaro e a Deputada Federal Celina Leão/PP

Foto: Deputada Federal Celina Leão/PP

O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (4), Medida Provisória que institui programa voltado à inserção e à manutenção das mulheres e jovens no mercado de trabalho e Decreto que visa criar 100 mil novas vagas de aprendizagem profissional e contribuir para melhorar a qualificação e a empregabilidade dos jovens. A ação faz parte do Programa Renda e Oportunidade (PRO), uma série de medidas lançadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência para alavancar a retomada do emprego e da economia no País.

O ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, destacou os 2 milhões e 700 mil novos empregos criados em 2021 no Governo do presidente Jair Bolsonaro, “o maior número dos últimos 10 anos. E somente no primeiro trimestre de 2022 já são mais de 600 mil novos empregos e podemos sonhar que até o final de 2022 a gente consiga superar todas as expectativas”.
O novo programa cria uma série de medidas para impulsionar as boas práticas na promoção da empregabilidade das mulheres, como a flexibilização do regime de trabalho, a qualificação em áreas estratégicas para ascensão profissional e apoio a mulheres no retorno ao trabalho após a licença maternidade. Ao grupo feminino, a MP prevê a implementação de várias medidas de apoio à parentalidade na primeira infância – via reembolso creche ou a liberação de valores do FGTS para auxílio no pagamento de despesas e manutenção ou subvenção de instituições de educação infantil pelos Serviços Sociais.
Será ainda incentivada a flexibilização do regime de trabalho dos pais após o término da licença maternidade, para apoio às mulheres no retorno ao trabalho nesse período, tais como a implantação do regime de tempo parcial e compensação de jornada por meio de banco de horas, além da jornada de 12 horas trabalhadas por 36 horas ininterruptas de descanso, quando a atividade permitir, além da antecipação de férias e flexibilização do horário de entrada e de saída.
O programa foca na empregabilidade das mulheres, especialmente aquelas que sofrem impacto direto da maternidade – até os cinco anos de idade dos filhos – no que se refere à capacidade de inserção, permanência e progressão no mercado de trabalho. Também institui o “Selo Emprega + Mulher”, para promover nas empresas a adoção de boas práticas na contratação, ocupação de postos de liderança e a ascensão profissional de mulheres.

Foto: Deputada Federal Celina Leão/PP

Na solenidade de assinatura foi convidada a discursar pelo Presidente da República, Jair Bolssonado, a coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, a deputada federal, Celina Leão. Em seu discurso Celina Leão, a deputada quebrou o protocolo e iniciou cumprimentando as mulheres presentes, a primeira dama Michelle Bolsonaro.

Leia Também:  Foco nas lives! Conheça os Bastidores de um Processo Seletivo – 03 de junho!

Em seu discurso, a parlamentar Celina Leão, ressaltou que , em sua legislatura, aprovou 162 leis voltadas às mulheres (algumas ainda tramitando no Senado).  Jair Bolsonaro sancionou 66 delas, ato nunca feito antes por outro presidente. Sancionando inclusive, leis de autoria de deputadas da oposição, reconhecendo o trabalho da bancada feminina sem discriminação.

“A medida provisória, revoluciona a questão de como o Estado olha a parentalidade responsiva, situações onde o homem também poderá desfrutar da licença maternidade, saque do FGTS para pagamento de creche entre várias outras ações progressistas. “, afirmou Celina Leão.

Foto: Deputada Federal Celina Leão/PP

Para os jovens, o programa busca aumentar as oportunidades de formação e de inclusão produtiva do adolescente e do jovem por meio da aprendizagem profissional. Foram criadas 100 mil novas vagas de aprendiz e foi instituído o Projeto Nacional de Incentivo à Contratação de Aprendizes, por meio do qual as empresas participantes terão benefícios para regularizarem o cumprimento da cota de aprendizagem, com uma estimativa de contratação de 250 mil adolescentes e jovens ainda este ano.
Também foram estabelecidas medidas para incluir mais adolescentes e jovens vulneráveis na aprendizagem, com prioridade para o público do Auxílio Brasil, adolescentes em acolhimento institucional, aqueles provenientes do trabalho infantil, entre outros. A MP e o Decreto trazem ainda medidas para melhorar a formação do aprendiz e para integrar a aprendizagem profissional ao novo ensino médio da rede pública de ensino, contribuindo para que os adolescentes e jovens permaneçam na escola enquanto são qualificados e ingressam no mercado de trabalho. A MP amplia também o prazo máximo da aprendizagem de dois para três anos e cria incentivos para que as empresas efetivem os aprendizes em contratos de trabalho por tempo indeterminado após a conclusão do programa de aprendizagem.

Leia Também:  FOCO ESPECIAL Coronavírus: como virar o jogo (interior e exterior)?

Fonte: ascom Ministerio do trabalho e previdência

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

FOCO NAS NOTÍCIAS

FOCO ATUALIDADES

FOCO CIDADES

EMPREENDEDORISMO

CULTURA E EVENTOS

SAÚDE E BEM ESTAR

MAIS LIDAS DA SEMANA