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Marketing centrado no ser humano: remédio para a crise?

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Por Adriana Dellamagna Wolff, @bergamota.cafe / Bergamota Café e Conteúdo / Consultoria Estratégica A era digital mudou o comportamento humano em muitos níveis diferentes. Um deles, como sabemos, é como as pessoas fazem suas decisões de compra. Quem nunca recorreu ao Google para pesquisar sobre um produto ou serviço, comparar preços ou mesmo consultar a opinião dos consumidores sobre determinado produto que atire a primeira pedra! Se antes porém, as barreiras entre o online e o offline estavam cada vez mais estreitas, agora, diante desta nova realidade mundial, o investimento no online tornou-se imperativo. A pandemia do Covid-19 trouxe novos elementos a esta relação.
Regras de distanciamento social, o fechamento temporário do comércio
e o aumento do trabalho remoto trouxeram novas necessidades e uma urgência ainda maior na implementação de modelos híbridos de negócios, independente do nicho de atuação da empresa. A forma como consumimos e nos divertimos, nos alimentamos, nos vestimos já estava mudando. Agora porém, isso já não é mais uma questão de escolha ou de tempo, e sim de necessidade. Diante deste cenário tão único e desafiador, o que as empresas podem fazer para continuar em contato com seus clientes e se manter relevantes? Ser empático, por exemplo, é uma das chaves. Esse processo de identificação com o outro, a empatia, é uma das premissas básicas do marketing centrado no ser humano. Marcas empáticas são as que se colocam no lugar do cliente, entendem seu comportamento, suas angústias. Hoje, mais do que nunca, conhecer profundamente o consumidor seus gostos e valores e estabelecer uma comunicação real com ele é fundamental. Gerar uma comunicação efetiva, que gere conexão, pode ser até um dos fatores que irão definir a longevidade da empresa no longo prazo. Esta conexão, outra palavra-chave do marketing humanizado, precisa ser genuína e alinhada aos valores da empresa. Caso contrário, a comunicação perderá sua força. Segundo o especialista em marketing Luciano Assis, não devemos apoiar causas por interesse. O cliente vai perceber e ficar com a sensação de que a empresa quer enganá-lo, gerando um efeito bem diferente do pretendido. Para que a comunicação ocorra com fluidez, a empresa precisa saber claramente quais são os valores da sua marca, além de compreender profundamente as necessidades e o comportamento da sua persona. Tudo deve estar bem alinhado na comunicação para fazer sentido. Uma das marcas que melhor tem trabalhado as premissas de empatia e conexão atualmente é a Netflix, que já passou da marca dos 22 milhões de seguidores no Instagram. Já são famosos os cases da marca com mensagens trocadas entre ela e seus seguidores nas redes sociais, além do conteúdo esperto e da conversa constante com os seguidores.
No exemplo abaixo, a empresa, no caso a Netflix Brasil, após ser questionada por um seguidor, deixa claro seu posicionamento mostrando que se coloca como “menina” nas redes sociais. Mais recentemente a Netflix USA lançou um projeto no Instagram chamado “Wanna talk about it?” (Quer falar sobre isso), que é uma série de bate-papos com celebridades das séries, para falar de temas como ansiedade e privacidade em tempos de Covid-19. Para a marca este tipo de iniciativa faz todo sentido, e é mais uma forma de manter o diálogo aberto com seus seguidores e fãs, gerando mais conexão. Logo após o início da quarentena, várias outras empresas se posicionaram através de ações empáticas e solidárias. A Uber, por exemplo, anunciou que iria reembolsar motoristas pela compra de álcool gel para limpeza dos carros, além de dar ajuda financeira àqueles que estiverem doentes. O IFOOD anunciou a criação de um fundo para antecipar o pagamento aos entregadores que perderam renda durante a quarentena, baseado na média dos ganhos do mês anterior. A Stella Artois, dentre outras empresas, também se posicionou de forma solidária criando uma plataforma para ajudar cerca de 1000 restaurantes afetados pela crise, principalmente os de menor porte. Como vemos, não basta ter um slogan bonito e entregar um bom produto. Daqui pra frente vamos questionar mais, avaliar melhor nossas escolhas e querer nos conectar com marcas que ofereçam valor além dos seus serviços e produtos. E as grandes marcas já estão atentas a isso. Mas de onde veio toda esta nova abordagem? Há pouco mais de 10 anos o economista e especialista em marketing Philip Kotler e seus parceiros Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawa lançaram o livro “Marketing 3.0: As Forças que Estão Definindo o Novo Marketing Centrado no Ser Humano”. No livro, Kotler identificava uma mudança de mentalidade em curso, iniciada ao longo dos anos 60, que vai da era do marketing centrado no produto (Marketing 1.0) ao marketing centrado no consumidor (Marketing 2.0). Em “Marketing 3.0”, ele apresenta uma visão mais moderna, que vai muito além da guerra de preços e da competição básica entre as empresas. No mundo em constante transformação que vivemos, com consumidores cada vez mais conscientes e bem informados, estes novos comportamentos atuariam como forças apontando para a necessidade de trabalhar ações de marketing mais centradas no ser humano. Kotler deixa claro, porém, que para várias empresas da época, a visão do marketing ainda era muito centrado apenas no produto. Seu livro mais recente, “Marketing 4.0: Do tradicional ao Digital”, lançado em 2016, ele faz um desdobramento das idéias apresentadas em “Marketing 3.0”. Neste livro, os autores discorrem sobre a necessidade do marketing se adaptar às novas formas de agir do consumidor no ambiente digital, e de manter um relacionamento próximo e personalizado com seu público nas mídias sociais, assim como saber usar a tecnologia de dados. Sem um posicionamento claro, um propósito de marca, porém, apenas estar online não é suficiente. É preciso que tudo reflita os valores da marca: os conteúdos que compartilha, a qualidade dos produtos que coloca no mundo, o relacionamento com o cliente. O conteúdo tornou-se fundamental para uma comunicação efetiva com o cliente, e precisa ser entendido como uma conversa capaz de refletir o lado humano da marca. A Covid-19 nos colocou diante de um cenário novo e desafiador.
Como devemos lidar com este desafio? Enxergar tudo como um grande problema ou como uma grande oportunidade? Prefiro acreditar que estamos diante de uma grande chance de olhar nossas marcas e empresas com mais cuidado, de focar no planejamento e ter em mente que humanizar seu negócio é trazê-lo de vez para o século XXI. Para continuar relevante as empresas devem abrir o diálogo, ser empática, investir em conteúdo com estratégia e adotar a humanização da marca como uma das premissas do seu negócio. Segundo o escritor e palestrante Seth Godin, “a arte de avançar reside na compreensão do que deixar para trás.” Nada poderia ser mais atual e verdadeiro frente ao desafio que estamos vivendo. Por Adriana Dellamagna Wolff @bergamota.cafe / Bergamota Café e Conteúdo / Consultoria Estratégica Whatsapp: 11 4111-8818

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FOCO ESPECIAL

FOCO ESPECIAL – A SEGUNDA EDIÇÃO “ELAS EMPREENDEM E VENCEM” MOVIMENTOU O RECANTO DAS EMAS!

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No dia 14 de maio, sábado, a equipe do Jornal Capital em Foco realizou a 2ª Edição do “Elas empreendem e vencem” no ginásio Tatuzão, no Recanto das Emas/DF.

Comandado pela cerimonialista da Bolshoi Eventos e também colaboradora do Jornal Capital em Foco, Karla Lopes,

o evento nesta edição contou com a participação da Faculdade Estácio representada pelos alunos dos cursos de Nutrição, Enfermagem, Direito, Contábeis e Fisioterapia que prestaram atendimento a comunidade.

Também presente no evento, o CRAS com orientações sobre os benefícios prestados pelo órgão, a SEJUS com procedimentos beleza, a CODHAB com o atendimento “Morar Bem”, a Secretaria da Mulher com serviços médicos e orientações sobre o autoexame das mamas e a ONG Programando o Futuro com o ônibus para o recolhimento do lixo eletrônico e serviços sociais de corte de cabelo e aferição de pressão.

A Administração do Recanto das Emas cedeu não só o local para a realização do evento, como também a infraestrutura de som e imagem.

Os participantes ainda puderam assistir a palestra do consultor do SEBRAE – Gerson Spíndola sobre MEI, um talk show mediado pela jornalista Silvana Scórsin com: a empresária e proprietária da Pizzaria Magia, Ana Cristina; o empresário Salomão Ferretti, proprietário da SAMA – RH e Marketing Promocional (que doou camisetas personalizadas para a equipe do Jornal Capital em Foco); a psicanalista Rosane Lopes; a coach de carreiras, Tamara Penha; a empresária do ramo e cursos e treinamentos INTEGRA, Naiara Clemente;  a especialista em Mídia Digital Bárbara Scorsin; a empresária do ramo de confeitaria, Eduarda Yasmim e a Assistente Social e Neurocientista  da ONG “Mulher Simples Assim”, Marcia Sousa que dividiram seus conhecimentos e experiencias como empreendedores com o intuito de encorajar e ajudar as mulheres  a entrarem e se manterem no ramo de negócio e  agregar e auxiliar nas dificuldades enfrentadas.

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Ao final, a palestra de Fana Lopes, criadora de conteúdos sobre comportamento, que tem um canal no youtube – Fana Lopes – e é colaboradora do Capital em Foco, na coluna FOCO COM FANA LOPES.

O evento terminou  animado pelo colaborador do Jornal Capital em Foco, D’ROSA  com  sorteios de vários brindes, doados pelos comerciantes e apoiadores: SEBRAE, All Rede (que também disponibilizou para todos, sinal de internet), Loja Essencial, Livraria Leitura, Bolshoi Eventos,  site Radar Digital Brasília, a loja de vinhos e espumantes LAVINOCASA, a floricultura Rainha Margarida, o Trem da Roça, Rivania Bijoux, Duda Gourmet, Loja Rei do Bebê, Closet Majohn, Móveis e Utilidades Santo Antonio, KS Acessórios, Papelaria Impacto, Tamires Cosméticos, o Restaurante Sabor da Roça, Top Pães, Padaria Suprema, Panicenter, a Distribuidora Santa Fé, Jaqueline Texeira Disigner, CIK2 multimarcas, Bolo Fofo da Dayane e a instalação do Pula-Pula para crianças pela Provençal Festas.

“O objetivo do encontro foi compartilhar o conhecimento adquirido com experiências em empreendedorismo, e deste modo, contribuir para o desenvolvimento profissional de mulheres que decidem empreender para vencer. Missão cumprida!

Todos os nossos convidados se dedicaram nessa missão, na ajuda às mulheres que se encontram com dificuldade em tirar seus projetos do papel por falta de uma orientação ou aquelas que pensam em parar por diversas dificuldades.”  – Disse a Presidente do Jornal Capital em Foco, Betânia Sousa.

 

A equipe do Jornal Capital em Foco aproveita para agradecer as pessoas que ficaram anônimas durante o evento, mas que fizeram a diferença para tudo dar certo. Gabriel Scórsin, Lilian Aparecida Pinto, Neuza Barbosa, Neide Barbosa e Kenia Severo , Jael Fontenelle ,  Ricardo Wilson Guimarães, Itamar alemão do Caminhão, Elaine, Ivone Maria e Maria Ivone e Meriva.

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E você, nosso leitor, fique ligado na programação de outras edições do “Elas empreendem e vencem”.

 

 

 

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