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FOCO NA SAÚDE! Carga com grande quantidade de oxigênio chega ao Amazonas em voo inédito

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Foto: jornal.ggn Postado por Silvana Scórsin O Amazonas recebeu, nesta segunda-feira (01/02), 6.047 m³ de oxigênio líquido para auxiliar na recuperação de pacientes com Covid-19. O transporte foi realizado em um voo inédito entre Belém (PA) e Manaus. O avião cargueiro KC-390 Millenium, da Força Aérea Brasileira (FAB), transportou um isotanque de 17 toneladas em um intervalo de duas horas – a operação demoraria seis dias se fosse realizada por embarcação. O transporte do grande volume de oxigênio em um curto espaço de tempo foi coordenado pelos ministérios da Saúde, da Defesa e pela empresa White Martins, com apoio da Embraer. Para realizar o envio, foram feitos estudos para atestar a segurança e certificar que a aeronave estava capacitada para transportar a carga. Para ser armazenado e transportado na forma líquida, o oxigênio é resfriado a – 186º C. Considerando as perdas durante o trajeto, a carga levada a Manaus é capaz de abastecer 580 cilindros de oxigênio gasoso de tamanho padrão. A viabilização do transporte aéreo pode permitir que o Amazonas receba até seis mil m³ de oxigênio líquido por dia, de acordo com a disponibilidade da aeronave e demais questões logísticas. Fonte: Assessoria Ministério da Saúde/Marina Pagno

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FOCO NA SAÚDE – Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal

MAIO ROXO ALERTA PARA DOENÇA DE CROHN E COLITE ULCERATIVA

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Dia 19 de maio é o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, uma data criada com objetivo de alertar para sintomas e formas de tratamento da doença de Crohn e RetoColite Ulcerativa, conhecidas como Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). As duas patologias estão associadas a um padrão alimentar mais industrializado, estresse crônico e outras situações que podem funcionar como gatilhos diante de uma predisposição genética para as doenças inflamatórias intestinais

 

“São doenças autoimunes, ou seja, onde há uma desregulação do sistema imunológico com uma resposta exagerada contra partes do próprio corpo, neste caso, os intestinos. Esta resposta é deflagrada por uma série de fatores presentes na chamada ‘dieta ocidental’ que tem excesso de produtos industrializados, sal, açúcar, gorduras e proteínas animais. Por isso, nos países industrializados, a incidência vem aumentando significativamente”, sinaliza o neurologista Italo Almeida, especialista em Medicina Integrativa.

Italo Almeida_Diretor Técnico da Neuro Integrada_Crédito Divulgação

 

No mundo, doenças inflamatórias intestinais podem atingir 5 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). No Brasil, a incidência das DIIs tem aumentado em torno de 15% ao ano. Dores abdominais, principalmente cólicas, diarreia crônica, fadiga, falta de apetite e perda de peso são alguns dos sintomas de alerta da campanha Maio Roxo.

 

Um dos objetivos da iniciativa, realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), é contribuir para o diagnóstico mais precoce dessas enfermidades através da difusão de conhecimento entre os profissionais de saúde e da orientação e do esclarecimento do público leigo. “O primeiro passo deve ser identificar estes fatores desencadeantes e eliminá-los. Mudanças nutricionais podem trazer melhoras em até 70% dos casos. Pode haver remissão clínica em 93% do tempo em pacientes praticando o semivegetarianismo e em apenas 33% do tempo em onívoros. Vegetarianos tem um risco menor de desenvolver DII”, destaca o diretor técnico da Neuro Integrada.

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Tabagismo e uso frequente de bebidas alcoólicas também aumentam o risco para doenças inflamatórias intestinais. “Nos locais onde o consumo de fibras vegetais e ômega 3 é alto, a incidência é muito mais baixa”, acrescenta. O especialista explica que nossa barreira intestinal é formada por células bem juntas (tight junctions) para não deixar penetrar substâncias estranhas ou mal digeridas. Porém, muitos fatores podem provocar a quebra dessa barreira, entre eles, uso excessivo de antibióticos, corticoides, anticoncepcionais, leite animal e glúten, aumentando a permeabilidade e permitindo a entrada de substâncias que não deveriam ter permissão para entrar no organismo. “O sistema imunológico, então, ataca essas substâncias estranhas (antígenos) e também, células do corpo que tenham estrutura semelhante. Por isso, chamamos autoimune, porque o corpo reconhece como inimigas células do próprio corpo e as ataca”, explica Almeida.

 

Baixos níveis de vitamina D também aumentam os riscos de doenças inflamatórias intestinais. “A vitamina D é um modulador da resposta imunológica e, portanto, seu déficit está ligado a todas as doenças autoimunes.  Um nível de vitamina D acima de 40ng/ml reduz o risco da doença e de internamento nos portadores. O uso da cúrcuma também pode trazer uma melhora por reduzir a inflamação”, recomenda o especialista que pauta sua atuação médica na naturopatia, poder de cura dos alimentos.

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Nutrição previne e cura

Acompanhamento nutricional é crucial na prevenção e tratamento de doenças inflamatórias intestinais porque é comum que o paciente desenvolva uma desnutrição por falta de absorção de nutrientes. “A RetoColite Ulcerativa (RCU) e Doença de Crohn (DC) podem provocar um déficit de absorção significativa de várias vitaminas e minerais que necessitam ser repostas como a vitamina A, B12, o zinco, magnésio”, alerta o médico Italo Almeida.

Outro diagnóstico importante é o da Síndrome do Intestino Irritável (SII), que deve ser tratado, mesmo sendo um diagnóstico menos grave, pois não costuma apresentar sangramentos e nem redução da absorção de vitaminas e minerais. É um diagnóstico muito relacionado ao nível de estresse mas, assim como as DIIs, provoca alterações significativas na microbiota intestinal, contribuindo para o predomínio de bactérias ruins que aumentam a inflamação”, destaca o especialista.

Mudar hábitos e iniciar o tratamento o quanto antes faz toda a diferença para evitar complicações a longo prazo. Lesões progressivas no trato intestinal podem provocar obstrução, perfuração e até sangramentos. “Uma forma integrada de tratar, associada à alopatia convencional, pode trazer muitos benefícios, reduzindo o número de internamentos e o uso de medicações e, melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, assegura o médico Italo Almeida, que contabiliza 37 anos de formado – 18 deles dedicados à Medicina Natural.

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