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Foco na saúde! Hospitais do DF farão mapeamento genético em mulheres com risco de câncer de mama

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Postado por Silvana Scórsin O governador Ibaneis Rocha (MDB), sancionou Lei que obriga os hospitais da rede pública de Saúde do Distrito Federal realizarem o teste de mapeamento genético em mulheres com risco de desenvolvercâncer de mama. A Lei 6.733/2020, foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (26). De iniciativa do deputado distrital Rafael Prudente (MDB), a Lei estabelece que cabe ao Poder Executivo assegurar todos os recursos necessários à disponibilização do teste genético, que identifica a mutação no gene BRCA às mulheres classificadas em laudo médico como de alto risco de desenvolver câncer de mama. Segundo Rafael Prudente, dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é uma doença que responde por 25% dos novos casos anuais de câncer no Brasil. “Apesar do medo que o câncer provoca entre os pacientes e familiares, em razão do alto índice de óbitos, a neoplasia maligna tem cura. As chances de vencer a temida moléstia são maiores quando o diagnóstico ocorre no estágio inicial da doença”, disse o deputado. O presidente da Câmara Legislativa destacou que agora o governo deve promover campanhas educacionais para o esclarecimento da população sobre a importância da prevenção e da detecção precoce da doença. “O teste de mapeamento genético permitirá a identificação da doença de maneira mais rápida, e com isso o tratamento será bem mais eficaz“, ressaltou Rafael.

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FOCO NA SAÚDE – Doenças raras: uma realidade para mais de 13 milhões de brasileiros

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Pacientes sofrem com falta de pesquisas e Centros de Referência

Uma doença rara é definida como aquela que afete menos do que 2 mil pessoas. É um termo genérico que abrange (entre outras coisas) formas raras de doenças neurológicas, doenças metabólicas, dificuldades intelectuais, certos canceres, distúrbios reumatológicos, epilepsias complexas, deficiências imunológicas e doenças auto inflamatórias

Essas doenças geralmente são crônicas, progressivas, degenerativas e muitas vezes com risco de morte. Não existe uma cura eficaz existente, mas há medicamentos para tratar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

No Brasil, mais de 7 mil doenças raras já foram identificadas. Elas acometem cerca de 13 milhões de pessoas, em sua grande maioria jovens e crianças, que apresentam necessidades assistenciais diversas, além de cuidados contínuos de equipes multiprofissionais.

Política Nacional

Mesmo após a efetivação da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras (PNAIPDR), em vigor desde 2014, os pacientes ainda carecem de serviços referenciais para diagnóstico dessas doenças.

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“O acesso ao diagnóstico, o acompanhamento e o monitoramento desses pacientes, seus tratamentos e reabilitações só ocorrem, na maioria dos casos, de maneira tardia e, geralmente, no âmbito da saúde pública, onde o acesso a especialistas, exames e terapias é demorado”, explica a Dra. Luciana Rodriguez, especialista em Saúde Suplementar.

Escassez de centros de referência e necessidade de investimentos em pesquisas 

Em todo o Brasil, foram habilitados até agora somente 17 serviços de referência em doenças raras, e ainda há muito o que se avançar.

O nutrólogo Dr. Matheus Caputo está, desde 2016, à frente do HDia (Centro de Atendimento Médico Hospitalar), em Brasília. A instituição vem se dedicando ao acolhimento, diagnóstico preciso e à provisão da sobrevida (tratamento) de pacientes com doenças raras.

De acordo com ele, somente por meio de pesquisas haverá avanços no cuidado desses pacientes. “É preciso trabalhar com um programa efetivo, evidenciado cientificamente, que reúna a experiência dos especialistas em toda a rede para identificar as melhores orientações sobre tratamentos existentes ou desenvolver novas orientações”, explica o médico.

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Fonte: Tábita Marinho/ egnews.com

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