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FOCO NA SAÚDE! Previne Brasil: mais de R$ 96 milhões são liberados para alcance de metas de 2020

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Foto: Jornal de Brasília Postado por Sivana Scórsin O Ministério da Saúde está repassando mais de R$ 96,4 milhões para municípios brasileiros que alcançaram as metas estabelecidas pelo Previne Brasil – programa de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS). O incentivo financeiro federal foi definido pela Portaria n° 3.830, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (30/12). No total, 3.458 cidades irão receber o valor extra, por terem chegado aos resultados esperados para os indicadores de saúde estabelecidos para 2020. Esses indicadores envolveram ações estratégicas de saúde da mulher, pré-natal, saúde da criança e doença crônicas. Foram considerados municípios que alcançaram entre 80% e 100% da meta de um, ou mais, dos sete indicadores (confira abaixo). “O Governo do Brasil busca melhorar a saúde dos cidadãos diariamente e não vamos medir esforços para ver os resultados positivos das políticas que estamos propondo. E uma das formas é por meio dos indicadores, que avaliam a qualidade dos nossos serviços. Os municípios podem contar amplamente com o suporte do Ministério da Saúde”, disse o secretário de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Raphael Parente. O repasse será feito de acordo com as metas e de acordo com a modalidade das equipes de saúde. Para municípios que alcançaram entre 91% e 100% da meta do indicador, os valores serão: R$ 1.735,59 por equipe de Saúde da Família (eSF); R$ 1.301,69 por equipe de Atenção Primária (eAP) Modalidade II 30h; R$ 867,80 por equipe de Atenção Primária (eAP) Modalidade I 20h. Já para cidades que alcançaram entre 80% e 90% da meta do indicador, serão repassados: R$ 1.335,07 por equipe de Saúde da Família (eSF); R$ 1.001,30 por equipe de Atenção Primária (eAP) Modalidade II 30h; R$ 667,54 por equipe de Atenção Primária (eAP) Modalidade I 20h. SOBRE O PREVINE Em vigor desde janeiro de 2020, o Previne Brasil é o novo modelo de financiamento da Atenção Primária que leva em conta três critérios para realizar o repasse de incentivos financeiros aos municípios. São eles: cadastro de pessoas, indicadores de saúde (pagamento por desempenho) e credenciamentos dos programas e ações estratégicas (incentivo para ações estratégicas). O objetivo é aumentar o acesso das pessoas nos postos de saúde do Brasil, ampliar o vínculo entre pacientes e equipes de saúde, equilibrar valores financeiros per capita referentes à população cadastrada nas equipes e saúde e incentivar a adesão a programas específicos, como o Saúde na Hora (ampliação do horário de atendimento nos postos de saúde), o Informatiza APS (dados digitais dos pacientes pelo Prontuário Eletrônico) e o Consultório da Rua. No caso do pagamento por desempenho, os indicadores de 2020 foram: proporção de gestantes com pelo menos 6 consultas pré-natal realizadas, sendo a 1ª até a 20ª semana de gestação; proporção de gestantes com realização de exames para sífilis e HIV; proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado; cobertura de exame citopatológico; cobertura vacinal de poliomielite inativada e de pentavalente; percentual de pessoas hipertensas com pressão arterial aferida em cada semestre; e percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada. Fonte: Assessoria de Comunicação/ Marina Pagno – Ministério da Saúde

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FOCO NA SAÚDE – Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal

MAIO ROXO ALERTA PARA DOENÇA DE CROHN E COLITE ULCERATIVA

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Dia 19 de maio é o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, uma data criada com objetivo de alertar para sintomas e formas de tratamento da doença de Crohn e RetoColite Ulcerativa, conhecidas como Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). As duas patologias estão associadas a um padrão alimentar mais industrializado, estresse crônico e outras situações que podem funcionar como gatilhos diante de uma predisposição genética para as doenças inflamatórias intestinais

 

“São doenças autoimunes, ou seja, onde há uma desregulação do sistema imunológico com uma resposta exagerada contra partes do próprio corpo, neste caso, os intestinos. Esta resposta é deflagrada por uma série de fatores presentes na chamada ‘dieta ocidental’ que tem excesso de produtos industrializados, sal, açúcar, gorduras e proteínas animais. Por isso, nos países industrializados, a incidência vem aumentando significativamente”, sinaliza o neurologista Italo Almeida, especialista em Medicina Integrativa.

Italo Almeida_Diretor Técnico da Neuro Integrada_Crédito Divulgação

 

No mundo, doenças inflamatórias intestinais podem atingir 5 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). No Brasil, a incidência das DIIs tem aumentado em torno de 15% ao ano. Dores abdominais, principalmente cólicas, diarreia crônica, fadiga, falta de apetite e perda de peso são alguns dos sintomas de alerta da campanha Maio Roxo.

 

Um dos objetivos da iniciativa, realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), é contribuir para o diagnóstico mais precoce dessas enfermidades através da difusão de conhecimento entre os profissionais de saúde e da orientação e do esclarecimento do público leigo. “O primeiro passo deve ser identificar estes fatores desencadeantes e eliminá-los. Mudanças nutricionais podem trazer melhoras em até 70% dos casos. Pode haver remissão clínica em 93% do tempo em pacientes praticando o semivegetarianismo e em apenas 33% do tempo em onívoros. Vegetarianos tem um risco menor de desenvolver DII”, destaca o diretor técnico da Neuro Integrada.

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Tabagismo e uso frequente de bebidas alcoólicas também aumentam o risco para doenças inflamatórias intestinais. “Nos locais onde o consumo de fibras vegetais e ômega 3 é alto, a incidência é muito mais baixa”, acrescenta. O especialista explica que nossa barreira intestinal é formada por células bem juntas (tight junctions) para não deixar penetrar substâncias estranhas ou mal digeridas. Porém, muitos fatores podem provocar a quebra dessa barreira, entre eles, uso excessivo de antibióticos, corticoides, anticoncepcionais, leite animal e glúten, aumentando a permeabilidade e permitindo a entrada de substâncias que não deveriam ter permissão para entrar no organismo. “O sistema imunológico, então, ataca essas substâncias estranhas (antígenos) e também, células do corpo que tenham estrutura semelhante. Por isso, chamamos autoimune, porque o corpo reconhece como inimigas células do próprio corpo e as ataca”, explica Almeida.

 

Baixos níveis de vitamina D também aumentam os riscos de doenças inflamatórias intestinais. “A vitamina D é um modulador da resposta imunológica e, portanto, seu déficit está ligado a todas as doenças autoimunes.  Um nível de vitamina D acima de 40ng/ml reduz o risco da doença e de internamento nos portadores. O uso da cúrcuma também pode trazer uma melhora por reduzir a inflamação”, recomenda o especialista que pauta sua atuação médica na naturopatia, poder de cura dos alimentos.

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Nutrição previne e cura

Acompanhamento nutricional é crucial na prevenção e tratamento de doenças inflamatórias intestinais porque é comum que o paciente desenvolva uma desnutrição por falta de absorção de nutrientes. “A RetoColite Ulcerativa (RCU) e Doença de Crohn (DC) podem provocar um déficit de absorção significativa de várias vitaminas e minerais que necessitam ser repostas como a vitamina A, B12, o zinco, magnésio”, alerta o médico Italo Almeida.

Outro diagnóstico importante é o da Síndrome do Intestino Irritável (SII), que deve ser tratado, mesmo sendo um diagnóstico menos grave, pois não costuma apresentar sangramentos e nem redução da absorção de vitaminas e minerais. É um diagnóstico muito relacionado ao nível de estresse mas, assim como as DIIs, provoca alterações significativas na microbiota intestinal, contribuindo para o predomínio de bactérias ruins que aumentam a inflamação”, destaca o especialista.

Mudar hábitos e iniciar o tratamento o quanto antes faz toda a diferença para evitar complicações a longo prazo. Lesões progressivas no trato intestinal podem provocar obstrução, perfuração e até sangramentos. “Uma forma integrada de tratar, associada à alopatia convencional, pode trazer muitos benefícios, reduzindo o número de internamentos e o uso de medicações e, melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, assegura o médico Italo Almeida, que contabiliza 37 anos de formado – 18 deles dedicados à Medicina Natural.

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